Bolsonaro aprova uso de matéria-prima importada para produzir biodiesel

 

Um dos produto que podem ser utilizados para a composição dos biocombustíveis é a soja, que opera com recordes de preço e também já teve a redução de tarifa de importação autorizada pelo governo.

Em despacho publicado nesta quarta-feira, 18, no Diário Oficial da União, o presidente Jair Bolsonaro aprovou uma resolução do  Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que autoriza o uso de matéria-prima importada para a produção de biodiesel no Brasil.

A medida estabelece que a  Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) poderá permitir a utilização de matéria-prima importada nos editais de leilões, o que foi considerado “de interesse da política energética nacional”.

Um dos produto que podem ser utilizados para a composição dos biocombustíveis é a soja, que opera com recordes de preço e também já teve a redução de tarifa de importação autorizada pelo governo. A resolução entra em vigor a partir desta quarta, 18.

 

 

Milho e soja: aumenta expectativa da Anec para exportações em novembro

 

A previsão para os embarques do cereal passou de 4,831 milhões de toneladas para 5,439 milhões de toneladas
Brasil deve chegar a 30,020 milhões de toneladas de milho embarcadas em 2020.

Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revisou para cima a previsão de exportação de milho em novembro para 5,439 milhões de toneladas, ante 4,831 milhões de toneladas projetados na semana passada. Os números consideram o volume já embarcado até 14 de novembro e os navios programados até o fim do mês.

Para a soja, a expectativa agora é de embarques de 850.250 toneladas, ante 762.707 toneladas na semana anterior. Quanto ao farelo, o Brasil deve embarcar 1,479 milhão de toneladas. Até a semana passada, a Anec previa 1,414 milhão de toneladas.

  • Com 90% da safra negociada, EUA podem importar soja do Brasil, diz analista
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Para a semana de 15 a 21 de novembro, a projeção da Anec é de exportação de 1,422 milhão de toneladas de milho, 624.760 toneladas de farelo de soja e 151 mil toneladas de soja em grão.

Se as projeções para novembro se confirmarem, nos 11 meses do ano as vendas externas do país devem totalizar 82,217 milhões de toneladas de soja em grão, 30,020 milhões de toneladas de milho e 15,867 milhões de toneladas de farelo.

 

 

Etanol dos EUA sem tarifa pressiona mercado brasileiro

 

Por conta da redução da mobilidade provocada pela pandemia, neste momento os estoques de etanol estão 43% acima do mesmo período do ano passado.

A decisão do governo brasileiro, anunciada na sexta-feira, 11, de renovar a cota de importação do etanol dos Estados Unidos de 187,5 milhões de litros sem tarifa por 90 dias vai impor um grande sacrifício ao setor sucroalcooleiro. A avaliação é do presidente do presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar.

Por conta da redução da mobilidade provocada pela pandemia, neste momento os estoques de etanol estão 43% acima do mesmo período do ano passado e a safra do Nordeste começa a entrar no mercado, o que vai pressionar o preço. “Cada litro de etanol que entrar no Brasil é um problema a mais para o setor.”

O que foi apresentado pelo governo para o setor é que a prorrogação da cota isenta de tarifa seria um gesto para permitir uma negociação, capitaneada pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araujo, mais favorável para as exportações do açúcar brasileiro para os EUA. Apesar de ser o maior exportador, o produto brasileiro tem presença insignificante nos EUA. Isso porque sobre ele é cobrada uma tarifa de importação de 140% “Esperamos que o governo tenha sucesso porque só por isso valeria a pena um sacrifício tão grande como esse neste momento; o mercado americano é muito relevante.”

Existem no mercado duas leituras da decisão do governo de prorrogar a isenção de tarifa para o etanol americano. Uma delas é, a do governo brasileiro. Foi divulgada uma declaração conjunta do governo brasileiro e dos EUA, informando que os dois países decidiram realizar “discussões orientadas” para chegar a um “arranjo” que aumente o acesso ao mercado de etanol, no Brasil, e do açúcar, nos Estados Unidos. Segundo o texto, os países também vão considerar um incremento no acesso ao mercado de milho em ambos os países.

A outra leitura do mercado é que a questão do etanol é sensível à campanha de reeleição do presidente americano Donald Trump. O etanol americano é produzido a partir do milho e essa seria uma maneira de Trump conquistar votos dos produtores do grão. “Eu odiaria saber de alguma coisa como essa. O que nos foi a apresentado é que era uma negociação para buscar uma condição de justiça para o açúcar”, diz Gussi.

Verdade

O economista Felippe Serigatti, da FGV/Agro, afirma que o tempo irá dizer qual das duas versões para prorrogação da isenção de tarifa sobre o etanol americano é a verdadeira. “Acho que esse veredicto vai sair mais para frente, se essas negociações para o açúcar prevalecerem ou não”.

Ele lembra que o aço brasileiro não teve isenção de tarifa dos americanos e, na sua avaliação, estaria faltando um gesto dos Estados Unidos nesse sentido. Se a prorrogação da isenção de tarifa do etanol americano tiver como contrapartida uma negociação mais favorável ao açúcar, que hoje está com preço em alta no mercado internacional, Serigatti considera decisão positiva. No entanto, se motivo for eleitoral, o economista reprova a decisão. “O governo brasileiro tem que tratar os EUA como país, não ser um apoiador do governo Trump ou de qualquer outro governo.

 

 

 

Brasil exporta recorde de café para mês de outubro

 

O Brasil exportou recorde 4,092 milhões de sacas de 60 kg de café em outubro, segundo maior volume mensal do ano, considerando a soma de café verde, solúvel e torrado & moído. O resultado corresponde a um aumento de 11,5% em comparação com outubro de 2019. Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), divulgados nesta quarta-feira, 11.

No décimo mês do ano, a receita cambial gerada pelos embarques foi de US$ 509,572 milhões, aumento de 8,5% ante outubro do ano passado. Na conversão em reais, o valor atingiu R$ 2,9 bilhões, a maior receita dos últimos cinco anos, com crescimento de 49,4% em relação ao mês de 2019. Já o preço médio da saca de café no mês foi de US$ 124,52.

O café arábica representou 81,4% do volume total exportado, equivalente a 3,3 milhões de sacas. O café conilon (robusta) atingiu participação de 11,5%, com o embarque de 471,8 mil sacas e o café solúvel representou 7,1% das exportações, com 288,4 mil sacas exportadas. Entre as variedades, o café arábica se destacou pelo aumento de 12,4% nas vendas em comparação a outubro de 2019 e o conilon apresentou crescimento de 31,4%.

O presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes, disse em comunicado que “com embarques acima de 4 milhões de sacas, pelo segundo mês consecutivo, o País obteve um desempenho histórico inédito que culminou no melhor resultado no 5º bimestre, com o volume acumulado no período (setembro/outubro) de 8,3 milhões de sacas e as expectativas são da manutenção desses volumes nos próximos dois meses”.

“Esse resultado significa uma relevante injeção de reais para o agronegócio café brasileiro, bem como confirma a tendência de expansão de seu market share, atendendo com excelência, qualidade e sustentabilidade os 122 países de destinos importadores e, principalmente, destacando-se na capacidade de o País em suprir a forte iniciativa de cafés arábicas certificados, na Bolsa de Café de Nova York”.

Para Carvalhaes, “as questões de logística, como falta de contêineres no porto e espaço nas embarcações, estão se normalizando aos poucos e com as correções que se procedem após o fechamento, o mês de outubro tende a se destacar ainda mais e se tornar recorde nas exportações para um único mês”.

Brasil facilita importação de grãos transgênicos dos EUA; foco agora é custo

 

O governo brasileiro publicou uma instrução normativa conferindo segurança jurídica para importações de soja e milho transgênicos dos Estados Unidos, em um momento em que o Brasil lida com baixos estoques e preços recordes desses produtos.

A instrução normativa, segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Agricultura, reconhece a equivalência de eventos geneticamente modificados entre Brasil e EUA.

A norma busca eliminar incertezas sobre importações dos EUA, já que o país da América do Norte possui eventos transgênicos ainda não aprovados no Brasil, conforme afirmam especialistas.

Os norte-americanos são potenciais fornecedores de grãos ao Brasil, que enfrenta uma escassez de soja, principalmente devido às fortes exportações para a China e diante de aquecida demanda interna.

Com preços recordes de soja e milho, o governo brasileiro zerou a tarifa de importação desses grãos para países de fora do Mercosul, no mês passado.

A norma, publicada na quarta-feira e relatada à Reuters pela assessoria do ministério na noite de quinta-feira, surge na mesma semana em que os EUA confirmaram uma exportação de 30 mil toneladas de soja ao Brasil.

As importações de soja pelo Brasil, contudo, devem ser maiores junto a parceiros do Mercosul, conforme indicam as projeções neste momento.

De janeiro a setembro, as importações de soja pelo Brasil somaram 528 mil toneladas, segundo dados do governo, que apontam o Paraguai como maior fornecedor, com 521 mil toneladas. No ano passado, as compras brasileiras foram de apenas 144 mil toneladas.

Na véspera, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) revisou sua projeção de importação de soja pelo Brasil para 1 milhão de toneladas, ante 850 mil toneladas na estimativa de outubro.

O volume de 1 milhão de toneladas, se confirmado, seria a maior importação pelo Brasil desde 2008, pelo menos, segundo dados da Abiove.

As importações estão fortes após volumosos embarques pelo Brasil, o maior produtor e exportador de soja.

De janeiro a novembro, as exportações do país estão projetadas em 82 milhões de toneladas, versus 69,9 milhões no mesmo intervalo de 2019, com a maior parte das vendas já realizadas, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

Para novembro, a Anec projeta exportações do Brasil de apenas 688,1 mil toneladas, o menor volume mensal do ano, diante dos baixos estoques.

O Brasil deverá passar para a próxima safra com os menores estoques da história, de 319 mil toneladas, segundo a Abiove.

A partir de janeiro, quando a colheita começa, espera-se que a oferta se regularize. A Abiove elevou na véspera a estimativa de produção de soja do Brasil em 2021 para 132,6 milhões de toneladas, ante 131,7 milhões na previsão anterior, o que seria um novo recorde.

CUSTOS DESAFIAM

Com a norma do ministério, as empresas agora deverão se preocupar mais com questões relacionadas aos custos, e os negócios deverão ser analisados dentro da necessidade de cada empresa, enquanto antecipações de fechamentos de unidades de processamento para manutenção não estão descartadas, devido à escassez.

“O número de 1 milhão (de toneladas na importação) é bem alto, visto que o efeito cambial e as altas em Chicago devem limitar esse fluxo”, disse o analista Aedson Pereira, da IHS Markit, lembrando que a soja bateu máximas de mais de quatro anos no mercado dos EUA na véspera.

“Estava conversando com uns colaboradores e o pessoal não chega a se mostrar tão alinhado assim com esse número. Tem gente falando que é melhor paralisar a fábrica. Se Chicago continuar subindo, a situação gera um preço muito alto”, acrescentou ele, ponderando que uma queda recente do dólar pode ajudar a equilibrar as contas.

Ele disse que faz mais sentido importar soja dos EUA para aquelas empresas que têm unidades mais próximas dos portos, como Bunge, Coamo e Bianchini, uma vez que os custos logísticos para levar o produto ao interior pesam na balança.

“Essa medida facilita a importação, mas acredito que não deve mudar significativamente o cenário. As compras dos EUA devem ser mais pontuais. O câmbio acaba ‘encarecendo’ as importações e tem a questão da logística interna, uma vez que a maior parte das esmagadoras está mais distante dos portos”, concordou a analista Ana Luiza Lodi, da StoneX.

Luiz Fernando Roque, da Safras & Mercado, disse que a conta da importação fecha “em alguns lugares”, mas também não acredita que a norma do ministério vai causar um ‘boom’ de importação, citando questões logísticas. Ele manteve a projeção de compras do Brasil de 850 mil a 1 milhão de toneladas em 2020.

 

 

 

Brasil exporta volume recorde de açúcar em outubro

 

A exportação de açúcar do Brasil somou 4,2 milhões de toneladas em outubro, novo recorde mensal, ao superar a marca de 3,93 milhões de toneladas registrada no mesmo mês de 2012, conforme dados do governo federal divulgados nesta terça-feira.

Em relação a outubro de 2019, os embarques do adoçante representam um salto de 119%, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

As vendas de açúcar do Brasil, principal exportador global da commodity, têm sido beneficiadas pela maior produção nacional, menor oferta em importantes países concorrentes e um câmbio favorável a embarques, segundo especialistas.

Até a quarta semana do mês, o país já havia embarcado 3,2 milhões de toneladas, sinalizando que estava a caminho de uma nova máxima.

Outro destaque vai para as exportações brasileiras de café verde, que alcançaram 225,4 mil toneladas (3,75 milhões de sacas de 60 kg) em outubro, aumento de 13% ante o mesmo mês de 2019, segundo a Secex.

A desvalorização do real favorece exportações de café do Brasil, ajudando nas vendas da safra 2020 do país, que já tinham superado 60% do total até meados de outubro, conforme levantamento da consultoria Safras & Mercado, volume acima do mesmo período de 2019 e da média histórica.

Na ponta negativa, os embarques de milho recuaram para 5,15 milhões de toneladas em outubro, ante 6 milhões de toneladas no mesmo mês do ano passado, embora a colheita do cereal de segunda safra tenha terminado e os preços estejam em patamar elevado.

Entre as commodities da indústria extrativa, o minério de ferro teve recuo nas vendas externas, para 31,2 milhões de toneladas. Um ano antes, o Brasil embarcou 34,1 milhões de toneladas do produto.

No mercado de carnes, os exportadores brasileiros viram recuo tanto nas vendas da proteína bovina quanto de aves, ao contrário do cenário otimista ocorrido ao longo do ano.

Os embarques de carne bovina baixaram para 162,7 mil toneladas em outubro versus 170,5 mil toneladas no mesmo mês de 2019. As exportações da proteína de aves caiu para 296,6 mil toneladas, ante 334,6 mil toneladas no intervalo avaliado.

 

 

Brasil abre 100 novos mercados externos para produtos agropecuários

 

Mesmo com os impactos da pandemia do coronavírus, a maioria dos processos de abertura foi concluída este ano, com 66 mercados

O Brasil conquistou a abertura de 100 novos mercados para produtos da agropecuária nacional desde janeiro de 2019. Segundo o ministério da Agricultura, o mais recente é exportação de suínos (reprodução) para a Colômbia.

O trabalho de abertura de mercados externos não contempla apenas a venda de produtos tradicionais dos quais o Brasil já é um grande exportador, como carnes, mas de diversos produtos da cadeia agrícola, como castanhas, chá, frutas, pescados, lácteos e plantas, atendendo ao objetivo do ministério de diversificar a pauta exportadora brasileira.

“Isso significa novas oportunidades para os produtores brasileiros que vêm trabalhando com afinco e demonstrando muita resiliência, mesmo passando por uma pandemia. Acredito muito na competência e competitividade dos nossos produtores e essas aberturas refletem a intenção do Mapa em diversificar cada vez mais nossa pauta de exportação”, destaca a ministra Tereza Cristina.

Entre as aberturas de produtos não tradicionais estão Castanha de Baru para a Coreia do Sul, mudas de coco para a Guiana, Castanha do Brasil para Arábia Saudita, milho de pipoca para Colômbia, gergelim para Índia, mudas de eucalipto para Colômbia, ovos com casca para Singapura e abacate para Argentina.

Foram abertos mercados para produtos de alto valor agregado, como material genético avícola para os Emirados Árabes Unidos e Marrocos e embriões equinos para os Estados Unidos.

Continentes
Dos 100 novos mercados, 45 são na América (Argentina, Colômbia, Peru, Estados Unidos, México, Canadá, Guiana, Equador, Venezuela, Guatemala e Bolívia); 40 na Ásia (Arábia Saudita, China, Cazaquistão, Coreia do Sul, Emirados Árabes, Índia, Japão, Malásia, Indonésia, Taiwan, Irã, Tailândia, Mianmar, Singapura e Qatar); 14 na África (Egito, Marrocos e Zâmbia) e um na Oceania (Austrália), conforme dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa.

Mesmo com os impactos da pandemia do coronavírus, a maioria dos processos de abertura foi concluída este ano, com 66 mercados.

Países
Os novos mercados envolvem 30 países. Isso porque algumas nações passaram a importar mais de um produto agrícola do Brasil. Cada novo mercado corresponde a exportação de um produto. Nesse sentido, houve uma ampliação significativa com os vizinhos sul-americanos, com a abertura de 17 novos produtos para a Argentina, oito para a Colômbia e seis para a Bolívia.

“Abrir um mercado é abrir uma porta. E estou certa de que trabalharemos juntos para que nossos produtores de fato passem por ela”, afirma a ministra.

Na Ásia, Singapura e Mianmar abriram sete novos mercados, cada um, para os produtos brasileiros. Na África, Egito abriu oito mercados.

Categorias por produtos
Dos 100 novos mercados, os produtos derivados de aves (carnes, miúdos e farinhas) estão entre os mais procurados, totalizando 13 aberturas, assim como 11 de bovinos, nove de plantas, oito de produtos suínos, oito de material genético bovino, sete de lácteos e cinco de frutas.

 

 

Aumento das exportações brasileiras de carne bovina em outubro

 

As exportações brasileiras de carne bovina in natura estão a todo vapor.

Em outubro, até a quarta semana, foram exportadas 130,60 mil toneladas do produto, um aumento de 5,3% na média diária na comparação com outubro de 2019, volume recorde (Secex).

Se a média diária exportada se mantiver nos patamares atuais na última semana desse mês, deveremos ter um incremento de 9,03 mil toneladas no comparativo com outubro do ano passado, resultando em um recorde na série histórica das exportações de carne bovina brasileiras.

 

 

Commodities caminham para mercado de alta em 2021, diz Goldman Sachs

 

O enfraquecimento do dólar, o aumento dos riscos de inflação e a demanda guiada pelos estímulos fiscais e monetários de importantes bancos centrais farão com que as commodities verifiquem um mercado de alta em 2021, disse nesta quinta-feira o Goldman Sachs.

O banco projetou um retorno de 28% em um período de 12 meses para o índice S&P/Goldman Sachs Commodity Index (GSCI), com um retorno de 17,9% para metais preciosos, 42,6% para a energia, 5,5% para metais industriais e um retorno negativo de 0,8% para a agricultura.

Neste momento, os mercados estão cada vez mais preocupados com a volta da inflação, afirmou o banco de Wall Street.

As políticas de expansão fiscal e monetária em economias desenvolvidas seguem empurrando as taxas de juros para baixo e criando demanda por “hedges” para os riscos de inflação, o que eleva a demanda por metais preciosos, disse o Goldman Sachs em nota.

O Goldman projetou os preços do ouro em uma média de 1.836 dólares por onça em 2020 e 2.300 dólares por onça em 2021, e espera que os preços da prata girem em torno de 22 dólares por onça em 2020 e de 30 dólares por onça no próximo ano.

As commodities não energéticas podem registrar uma “alta imediata”, à medida que o balanço do mercado fica mais apertado em meio às expectativas de firme demanda da China e riscos climáticos, afirmaram os analistas do Goldman Sachs.

O banco manteve uma visão “neutra” para as commodities no curto prazo e “overweight” no médio prazo.

(Reportagem de Brijesh Patel, em Bangalore)

Setor mineral brasileiro tem resultado positivo no 3º trimestre

 

O desempenho da indústria mineral brasileira, no terceiro trimestre do ano, apontou para diversos avanços em indicadores. Houve aumento em atração de novos investimentos, exportação, faturamento, recolhimento de royalties e tributos, redução das importações e geração de empregos.

Os dados da indústria da mineração foram divulgados nesta quarta-feira (20), pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que reúne mineradoras responsáveis por mais de 85% da produção nacional. Segundo o informe, o saldo entre exportação e importação de minérios correspondeu a 45,5% do saldo comercial do Brasil no período.

No terceiro trimestre a valorização cambial e também dos preços das commodities minerais estabeleceram o faturamento da indústria mineral em R$ 50 bilhões, sendo que a produção está estimada em aproximadamente 287 milhões de toneladas de minérios, acima da registrada no segundo trimestre (cerca de 210 milhões de toneladas) e também superior na comparação com a do 3º trimestre de 2019 (280 milhões de toneladas).

Os valores de produção são estimativas do Ibram, com base em dados históricos, para agregados da construção civil (54% de participação), minério de ferro (42% de participação), bauxita, fosfato, manganês, alumínio primário, potássio concentrado, cobre contido, zinco concentrado, liga de nióbio, níquel contido e ouro. A confirmação deverá ser divulgada pela Agência Nacional de Mineração posteriormente.

No acumulado do ano – nos três trimestres –, a indústria da mineração faturou R$ 126 bilhões. O resultado de todo o ano de 2019 se situou em R$ 153 bilhões. As informações completas podem ser acessadas no site do Ibram.