Soja avança em Chicago diante de temores com oferta sul-americana

 

CHICAGO (Reuters) – Os contratos futuros da soja negociados em Chicago deram sequência a um rali nesta quarta-feira, à medida que uma greve de trabalhadores na Argentina atrasa as exportações locais, mesmo em momento em que a chegada de chuvas ao país sul-americano alivia parte das preocupações com a seca.

Trigo e milho acompanharam a oleaginosa e também subiram, apoiados pelos temores com os embarques argentinos e preocupações com a seca prolongada na América do Sul.

O contrato mais ativo da soja fechou em alta de 10 centavos de dólar, a 12,60 dólares por bushel, após atingir a marca de 12,6765 dólares, maior nível em gráfico contínuo desde 23 de junho de 2014.

O milho avançou 3,75 centavos, para 4,4725 dólares o bushel, depois de tocar 4,4975 dólares, mais alto patamar desde 15 de julho de 2019, enquanto o trigo teve ganho de 5,75 centavos, a 6,17 dólares/bushel.

Os embarques de farelo de soja no curto prazo têm sido prejudicados pela paralisação de trabalhadores nos portos argentinos.

(Reportagem de Christopher Walljasper; reportagem adicional de Gus Trompiz, em Paris, e Colin Packham, em Sydney)

Importação de carne suína pela China em novembro cresce 44% na comparação anual

 

A China importou 330 mil toneladas de carne suína em novembro, mostraram dados de alfândega nesta quarta-feira, um aumento de 43,7% na comparação anual, segundo cálculos da Reuters, com o maior consumidor de carne do mundo se abastecendo após uma forte queda em sua produção própria.

A produção chinesa de carne suína desabou após uma epidemia de peste suína africana que dizimou o rebanho do país durante 2018 e 2019. Embora a produção tenha se recuperado rápido, a China ainda sofre com escassez da carne preferida entre sua população.

As importações nos primeiros 11 meses do ano somaram 3,95 milhões de toneladas, segundo a Administração Geral de Alfândegas, mais que o dobro importado pelo país no mesmo período do ano anterior, segundo cálculos da Reuters.

Em novembro, as importações ficaram estáveis na comparação com o mês anterior (330 mil toneladas).

As importações de carne bovina em novembro recuaram 9,1% na comparação anual, para 170 mil toneladas, segundo cálculos da Reuters. No ano, elas acumulam 1,91 milhão de toneladas.

 

 

 

Cepea: Brasil segue como um dos países mais competitivos na pecuária

 

O Brasil continua sendo um dos mais competitivos na pecuária mundial. A informação é de um estudo elaborado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). De acordo com Cepea, sete das dez fazendas com menores custos na produção de cria estão na América do Sul, sendo estas na Argentina, Brasil, Colômbia e Uruguai.

Considerando apenas as propriedades dedicadas à cria da América do Sul, a que registra o menor custo é a da Argentina, com U$ 80,95 a cada 100 quilos de peso vivo. No Brasil, a propriedade mais competitiva produz bezerro ao custo de U$ 98,30.

Segundo o pesquisador do Cepea, Thiago Bernardini, esse estudo teve início em 2002 e é uma parceria com a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Em relação a baixa no preço da arroba do boi gordo, o pesquisador explica que “muitos pecuaristas ficaram assustados com a queda, mas isso é um reflexo normal da redução de demanda da China, em conjunto da maior oferta com a saída do confinamento”.

Produção da safra atual de cana-de-açúcar deve crescer 3,5%, diz Conab

 

A safra 2020/21 de cana-de-açucar deve ser 3,5% maior do que a anterior, atingindo 665,105 milhões de toneladas, segundo dados do terceiro levantamento anual realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O volume total é próximo o recorde histórico, de 665,6 milhões de toneladas, alcançado na safra 2015/16.

Do total de cana, 53,8% devem ser destinados à produção de 29,8 bilhões de litros do biocombustível, sendo o restante utilizado como matéria-prima para uma produção de açúcar, estimada em 41,8 milhões de toneladas.

Os dados da Conab mostram também aumento significativo nas exportações de açúcar, com 23,7 milhões embarcadas entre abril e novembro, volume 79,2% maior do que no mesmo período do ano passado e 25% a mais de tudo que foi exportado na safra anterior (abril de 2019 a março de 2020).

“A expectativa é que seja superado o recorde de 2016/17, quando o Brasil exportou 28,3 milhões de toneladas”, disse a Conab em nota.

No caso do etanol, as vendas externas tiveram aumento de 49,2% no comparativo com igual período da safra passada, chegando a 2,2 bilhões de litros exportados. A importação, por sua vez, caiu 65,1%, ficando em 306 milhões de litros.

“A justificativa é a desvalorização do real frente ao dólar, mesmo diante de uma redução de 14,3% na produção do biocombustível e no consumo interno, devido à pandemia do coronavírus”, avaliou a Conab.

Por outro lado, o boletim indica queda de 12,3% na produção de etanol de cana-de-açucar, que na atual safra deve ficar em 29,8 bilhões de litros. Parte dessa queda tem sido suprida pelo etanol de milho, cuja produção deve crescer 80,3% e bater 3 bilhões de litros. A produção total de etanol, proveniente de cana e de milho, deve chegar a 32,8 bilhões de litros.

Regiões

Segundo a Conab, as características climáticas da atual safra fizeram a região Sudeste, principal região produtora do país, ser também a maior puxadora do crescimento, com aumento de 5,2% na produção (436,4 milhões de toneladas). Em seguida vem o Nordeste, com alta de 3,6% na oferta de cana (50,9 milhões de toneladas).

As regiões Sul e Centro-Oeste, por outro lado, devem apresentar retração na colheita, com queda de 2,7% (34,5 milhões de toneladas) e 0,5% (139,8 milhões de toneladas), respectivamente. Responsável por menos de 1% da produção do país, o Norte deve ter aumento 2,2% na safra de cana (3,6 milhões de toneladas).

 

 

Inédito: Santa Catarina atinge US$ 1 bilhão com exportações de carne suína

 

De janeiro a novembro de 2020, o estado exportou mais de 479,4 mil toneladas do produto, superando em 26,6% o desempenho do ano anterior

Pela primeira vez na história, Santa Catarina alcança o faturamento de US$ 1 bilhão com os embarques de carne suína. De janeiro a novembro de 2020, o estado exportou mais de 479,4 mil toneladas do produto, superando em 26,6% o desempenho do ano anterior. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconômica e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

“Mesmo em um período de pandemia, conseguimos alcançar recordes na exportação. Esse desempenho é resultado das ações do Governo do Estado e do trabalho de excelência dos produtores e da agroindústria catarinense. Nosso propósito é dar oportunidades para todos os segmentos e em todas as regiões de Santa Catarina, para alavancar ainda mais o desenvolvimento do nosso estado”, ressalta o governador Carlos Moisés.

Maior produtor nacional de suínos, Santa Catarina responde por 51% do faturamento e do volume exportado pelo Brasil em 2020. ” Neste ano, mês a mês, viemos batendo recordes nas exportações, chegando a acumular US$ 1 bilhão de faturamento. Isso é algo extremamente significativo e fruto de um trabalho muito grande feito em parceria com o setor produtivo, iniciativa privada, produtores e setor público”, destaca o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

O bom momento da suinocultura catarinense se deve, principalmente, a dois fatores: estado ser reconhecido pelo cuidado extremo com a saúde animal e a demanda crescente da China por proteína animal. Há dois anos, os chineses lutam contra a peste suína africana que dizimou boa parte do seu plantel, por isso a busca por carne suína de outros fornecedores.

A China responde por mais de 60% das exportações catarinenses de carne suína em 2020. A venda do produto para os chineses trouxe um faturamento de US$ 670,4 milhões, 83,8% a mais do que no mesmo período do ano anterior. “Embora a China esteja recuperando rapidamente seus plantéis suínos, avalia-se que ainda deve demorar alguns anos para que o país retorne aos níveis de produção anteriores à crise sanitária”, explica o analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl.

Outros mercados importantes também ampliaram as compras da carne suína produzida em Santa Catarina, como Japão e Estados Unidos,  considerados os países mais exigentes do mundo.

Desempenho em novembro

Em novembro, Santa Catarina embarcou 43,8 mil toneladas de carne suína, uma alta de 20,9% em relação ao ano anterior. O resultado financeiro também foi positivo, chegando a US$ 104,8 milhões.

Segundo o analista Alexandre Giehl, praticamente todos os principais destinos ampliaram suas compras, com destaque para China, Chile e Japão.

 

 

Brasil deve exportar 3 mi t de milho em dezembro, diz Anec; soja chega a 93 mil t

 

As exportações brasileiras de milho devem alcançar 2,9 milhões de toneladas neste mês, estimou a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) nesta terça-feira, em sua primeira projeção mensal para dezembro.

Com base nos registros de embarques de navios nos portos, a entidade espera que o Brasil venda 32,46 milhões de toneladas ao mercado internacional em 2020.

Apesar dos baixos estoques e fortes vendas em meses anteriores, a Anec estima que 93 mil toneladas de soja ainda serão exportadas em dezembro.

Caso o volume se confirme, o país –maior produtor e exportador global da oleaginosa– deverá embarcar 82,29 milhões de toneladas da commodity no ano.

Ainda de acordo com a associação, as exportações de farelo de soja estão projetadas em 876,6 mil toneladas para o mês e 16,6 milhões para o ano.

(Por Ana Mano e Nayara Figueiredo)

 

 

Cepea: café sobe quase R$ 30 em um mês em SP e tendência ainda é de alta

 

De acordo com pesquisador, o mercado segue bastante apreensivo por conta do clima adverso no Brasil e em outros países produtores do grão

Em novembro, a média de preço do café arábica em São Paulo foi de R$ 565 por saca, alta de quase R$ 30 por saca ou 5,3% em relação a outubro.

O pesquisador Renato Ribeiro, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), afirma que o reajuste nos valores não se refletiu em negócios. Segundo ele, um grande percentual da safra já foi comercializado e muitos cafeicultores estão afastados do mercado. Isso deve gerar uma alta nos preços do grão.

Ribeiro afirma que o mercado de café tem refletido os problemas climáticos no Brasil e em outros importantes produtores, como Vietnã e os países da América Central, que sofrem com excesso de chuvas. “Os agentes esperavam uma melhor definição deste cenário”, diz.

A próxima colheita deve gerar uma produção menor. Além da bienalidade negativa comum da cafeicultura, as lavouras brasileiras também sofreram com o clima. Agora, segundo o pesquisador, é esperar para ver se o clima colabora para recuperar parte do potencial da safra.

Apesar da torcida contrária do governo Bolsonaro, Biden deve ajudar – e muito – a soja brasileira

 

Apesar da velada torcida pela vitória de Donald Trump nas eleições americanas, que varreu o Brasil de Brasília aos principais núcleos da agropecuária, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, Joe Biden pode ajudar as exportações de soja à China. E muito.

O novo mandatário dos Estados Unidos, em entrevista que está no New York Times desta quarta (2), disse que não vai cancelar de imediato a fase 1 do acordo negociado por Trump, que teve a oleaginosa como protagonista beneficiária este ano.

Se não vai tomar alguma medida nessa direção nos primeiros tempos de sua presidência, como declarou, pelo menos mostra que a perspectiva existe.

Só de congelar o acordo, já é uma boa notícia para o Brasil.

Com a fase 1 em vigor, que prega importações chinesas de US$ 200 bilhões em produtos e serviços dos Estados Unidos em 2020 – sendo US$ 12,5 bilhões em compras adicionais agrícolas, segundo informes do Departamento de Comércio – as exportações brasileiras de soja já explodiram. E também do grão americano, sobretudo nos últimos dois a três meses.

O ano exportador do Brasil para a China pode alcançar 80% das mais de 86 milhões de toneladas aguardadas, 25% aproximadamente a mais que em 2019.

Imagina-se, então, sem a vigência do primeiro tempo dessas negociações em algum momento de 2021? Ou, mesmo, que o banho maria dessa guerra comercial continue, irritando Pequim?

Os embarques da soja brasileira poderiam ser até maiores do que foram este ano – assegurando a previsão de analistas que a demanda chinesa seguirá forte – e os preços em Chicago seriam mais valorizados com menor (ou igual) oferta dos Estados Unidos.

Em 2019, a China praticamente comprou pouca soja americana. Este ano, até outubro, a participação desse mercado nas exportações totais chegou a 55%, dos cerca de 44 milhões/t exportadas, com previsão de fechar o ano em quase 60 milhões, segundo o USDA.

Só não reconhece o pendão protecionista de Joe Biden, como bom Democrata que é, os contaminados pelo viés ideológico, que, vendo-o menos beligerante, mais negociador, humanitário nas questões raciais e de gênero, e próximo da defesa do meio ambiente (como bom Democrata que é), acreditavam que ele deixará o livre mercado correr solto com a China e com qualquer outro país.

fonte: moneytimes

 

 

Agro responde por 21% da movimentação dos portos brasileiros, diz Conab

 

Até o mês passado, a circulação de produtos agropecuários nos terminais do país chegou a 175 milhões de toneladas

A participação dos produtos agropecuários na movimentação de cargas nos portos brasileiros passou de 16% em 2019 para 21% em 2020, apesar das medidas de enfrentamento da pandemia de Covid-19. Até o mês passado, a circulação de produtos agropecuários chegou a 175 milhões de toneladas.

As informações formam as análises compiladas no Boletim Logístico, divulgado nesta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

  • Soja: Brasil já exportou quase 60 milhões de t para a China em 2020
  • Na contramão do país, MT exportou mais carne bovina em outubro

Os dados se referem aos primeiros dez meses dos dois anos. Nesse período, a movimentação total de cargas nos portos brasileiros foi de 850 milhões de toneladas. Essa quantidade é 3,7% maior do que a registrada no mesmo período do ano passado.

O estudo foi feito com base em dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), até o terceiro trimestre de 2020.

Portos

O Brasil possui 34 portos públicos e 147 terminais de uso privado (TUP), responsáveis pela movimentação marítima e fluvial de 80% das mercadorias consumidas diariamente. Os TUPs realizam 65,5% desse total de movimentação, e os portos organizados, 34,5%.

Segundo a Conab, os dados do Boletim Logístico revelam o impacto dos produtos agrícolas nas exportações brasileiras. Até o mês passado, o setor registrou um superávit na balança comercial de US$ 75,5 bilhões: US$ 85,8 bilhões (exportações) e US$ 10,4 bilhões (importações).

Segundo o Ministério da Economia, em outubro, as exportações brasileiras atingiriam US$ 210,7 bilhões, sendo que a participação do agronegócio chegaria à metade desse total.

No setor agropecuário, o complexo soja tem o maior valor acumulado de todas as cadeias – 39,2% do total -, seguido pelas carnes com 16,4%.

 

 

 

 

 

USDA projeta que produção de açúcar do Brasil devem aumentar safra global

 

A maior produção de açúcar no Brasil deve levar a um avanço na oferta global do adoçante, afirma o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O órgão projeta que a produção da safra global 2020/21, que começou em outubro, aumentará em 16 milhões de toneladas, para 182 milhões de toneladas. O Brasil será responsável por cerca de 75% desse crescimento.

A expectativa para o mix brasileiro é que 48% da safra de cana-de-açúcar seja usada para o adoçante e 52%, para etanol, um mix muito mais equilibrado do que o do ano passado, em que 65% da cana foi destinada ao álcool.