Brasil pode aumentar mercado de café especial com fim do isolamento

 

O diretor da Pharos Consultoria, Haroldo Bonfá, afirma que investimento em café especial é uma aposta antiga, mas que gera resultados

A demanda global por cafés especiais está sendo retomada à medida que o isolamento social causado pela pandemia vai diminuindo. Com isso, o Brasil pode escoar uma safra com maior volume de grãos diferenciados e até mesmo ganhar mercado na categoria premium no exterior.

O diretor da Pharos Consultoria, Haroldo Bonfá, afirma que investimento em café especial é uma aposta antiga, mas que gera resultados. “É uma aposta de longo prazo. Tem que trabalhar muito a terra, variedade, colheita e, obviamente, a comercialização, mas há a valorização”, explica.

Em relação à flexibilização do isolamento social, Haroldo acredita que medida será positiva para a venda dos grãos. “A vida do café especial é do mercado que ele é consumido e, com isso, desenvolver e estimular o consumidor para ele entender que existem diferentes cafés para diferentes ocasiões e gostos. E isso é muito mais fácil de fazer nas cafeterias e restaurantes especializados”, completa.

O diretor finaliza dizendo que, em relação a preços, o céu é o limite. “Eu já vi saca negociada a R$ 20 mil. Tendo certificação seja ela qual for, maior valorização e com isso a remuneração melhorar”.

 

 

Importações de soja do Brasil pela China em agosto aumentam 22%

 

Indústrias chinesas aumentaram as compras do país para atender à forte demanda por ração da indústria de carne suína em recuperação. Embarque de soja no porto de Paranaguá (PR)

As importações chinesas de soja do Brasil aumentaram 22% em agosto em relação ao ano anterior, mostraram dados alfandegários nesta sexta-feira (25), com os compradores recebendo o produto adquirido mais cedo no ano, quando as margens estavam mais altas.
Por que produtores já estão vendendo a soja que só vai ser colhida em 2022
A China, maior comprador mundial de soja, trouxe 8,15 milhões de toneladas da oleaginosa do Brasil em agosto, ante 6,68 milhões de toneladas no mesmo mês do ano passado, informou a Administração Geral das Alfândegas.
A China importou 9,6 milhões de toneladas de soja de todas as origens em agosto.
As indústrias processadoras da China aumentaram as compras de produtores brasileiros para atender à forte demanda por ração da indústria de carne suína em recuperação.
As importações do produto brasileiro caíram levemente ante as 8,18 milhões de toneladas de julho.
“Os compradores reservaram muitas cargas brasileiras anteriormente, quando as margens de esmagamento eram boas”, disse um gerente de uma processadora no sul da China antes de os dados serem divulgados.
“Agora as margens de esmagamento caíram devido ao aumento do custo (do grão)”, disse o gerente, que não quis ser identificado por não ter autorização para falar com a mídia.
As chegadas de soja nos próximos meses devem permanecer altas, porém, com mais cargas vindo dos Estados Unidos enquanto os embarques brasileiros diminuem, de acordo com analistas e traders.
A China trouxe 166.370 toneladas de soja dos EUA em agosto, uma queda de 90% em relação ao volume de 1,68 milhão de toneladas do ano passado e um aumento em relação às 38.333 toneladas em julho.
Os estoques chineses de soja subiram para 7,934 milhões de toneladas na semana de 13 de setembro, o maior desde a semana de 30 de outubro de 2018, e mais que o dobro da mínima histórica em março, segundo dados do Cofeed.
Os estoques nacionais de farelo de soja da China subiram para 1,27 milhão de toneladas na semana de 30 de agosto, o segundo maior já registrado, antes de caírem este mês.

 

 

PIB do agronegócio do Brasil cresce 5,26% no 1º semestre, diz CNA

 

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio do Brasil cresceu 5,26% no primeiro semestre de 2020 na comparação com o mesmo período do ano passado, com destaque para o segmento primário (atividades dentro da porteira), que registrou alta de quase 15% no mesmo período, conforme estudo divulgado nesta quarta-feira pela CNA/Cepea.

O aumento foi registrado em meio a safras recordes de grãos e preços elevados por um câmbio favorável a exportações, que ajudaram também o segmento pecuário.

Segundo a pesquisa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os segmentos de serviços e insumos tiveram altas de 4,76% e 1,69%, respectivamente.

A agroindústria foi o único elo com queda no período, de 0,76%, sendo o segmento mais afetado pela pandemia da Covid-19.

“Pelo lado da oferta, a volumosa safra de grãos tem garantido atendimento à crescente demanda internacional pelos produtos do agronegócio brasileiro, impulsionada também pela desvalorização do real frente ao dólar”, disseram a CNA e o Cepea em nota.

O PIB agrícola registrou alta de 2,93% nos primeiros seis meses deste ano, refletindo preços maiores de janeiro a junho de 2020, frente ao mesmo de 2019.

O PIB da atividade pecuária teve expansão de 10,41% no semestre, reflexo também dos bons preços das proteínas animais.

“Embora alguns preços do ramo pecuário tenham sido pressionados para baixo diante da pandemia de Covid-19 em abril e maio, em junho houve recuperação”, indicou o estudo.

Em junho, a expansão do PIB do agronegócio foi de 1,31%, sexto mês seguido de alta, com crescimento mensal de 3,02% no segmento primário e dos outros elos da cadeia produtiva de forma geral: agrosserviços (1,15%), insumos (0,79%) e agroindustrial (0,27%).

“Apesar da pandemia –e de efeitos negativos significativos em diferentes momentos do ano, particularmente nos segmentos de hortícolas, flores e lácteos– os instrumentos de políticas públicas voltados à garantia de renda aos mais impactados pela crise, têm garantido também sustentação da demanda doméstica por produtos agrícolas e agroindustriais”, avaliaram.

Preço do minério de ferro se recupera na China com foco em estoques nos portos

 

O minério de ferro se recuperou após três sessões de perdas na China com dados da indústria mostrando que o crescimento dos estoque nos portos chineses desacelerou esta semana, mas os contratos de referência registraram perdas semanais.

O contrato de minério de ferro mais negociado, para janeiro de 2021, fechou em alta de 1,6%, para 803 iuanes (118,90 dólares) a tonelada, na bolsa de Dalian .

No entanto, caiu 3,6% em relação à semana passada, a queda semanal mais acentuada em quase sete meses.

Os estoques de minério de ferro importado nos 45 principais portos da China permaneceram praticamente estáveis ​​em 114,9 milhões de toneladas até quinta-feira, um aumento marginal de 363.600 toneladas ou 0,3% em relação à semana passada, de acordo com a pesquisa semanal do provedor de dados de metais Mysteel.

A retração nos preços do minério de ferro esta semana também seguiu a queda na produção de aço na China, já que os custos mais altos das matérias-primas pressionaram as margens.

 

 

Anec eleva previsão para exportação de milho do Brasil em setembro

 

A exportação de milho do Brasil deverá somar 6,23 milhões de toneladas neste mês, estimou nesta terça-feira a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), elevando sua projeção que era de 5,7 milhões de toneladas até a semana passada.

Com o volume projetado para setembro, com base em embarques já efetivados e programados, o país fecharia os nove primeiros meses do ano com exportações de 20,5 milhões de toneladas, versus 28,2 milhões de toneladas no mesmo período de 2019, conforme dados da Anec.

De janeiro a agosto, o Irã aparece como o principal destino das exportações do Brasil, apontou a Anec, citando uma fatia de 13% nos embarques, seguido pelo Japão, Espanha e Vietnã, com participações em torno de 10%.

O Brasil está no pico do escoamento do milho, com a Anec projetando no início do mês embarques entre 31 milhões e 33 milhões de toneladas para 2020.

Já a exportação de soja do país foi estimada em 4,3 milhões de toneladas para setembro, estável ante a projeção da semana anterior.

Os embarques da oleaginosa foram muito concentrados em meses anteriores, com a forte demanda da China e um câmbio favorável, e estão estimados em 79,7 milhões de toneladas de janeiro a setembro, versus uma projeção da Anec de 82 milhões para o ano completo de 2020.

De janeiro a agosto, a China levou 74% das exportações de soja do Brasil, segundo a Anec, seguido por Espanha (4%), Holanda (3%) e Turquia, entre outros.

 

 

USDA eleva previsões de safra e exportação de soja do Brasil em 2020/21

 

Às vésperas do início do plantio de soja 2020/21 no Brasil, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou nesta sexta-feira a projeção para a produção brasileira da oleaginosa a 133 milhões de toneladas, 2 milhões a mais na comparação com a estimativa de agosto.

O USDA também aumentou a previsão de exportação de soja do Brasil, maior produtor e exportador global, para 85 milhões de toneladas em 2020/21, 1 milhão acima da projeção apontada no mês passado.

Ao mesmo tempo em que manteve a previsão de importação de soja pela China em 99 milhões de toneladas de soja em 2020/21, o órgão apontou estoques globais na temporada em 93,59 milhões de toneladas, ante 93,11 milhões da estimativa do mercado e 95,36 milhões projetados no levantamento anterior.

O USDA ainda elevou a previsão da safra de milho do Brasil 2020/21 para 110 milhões de toneladas, 3 milhões acima da projeção do mês passado, aumentando também a expectativa de exportações dos brasileiros para 39 milhões de toneladas, versus 38 milhões em agosto.

 

Exportações de carne bovina devem ter melhor setembro da história

 

Segundo a Agrifatto, em média, o Brasil exportou 8,22 mil toneladas por dia neste período, alta de 25% frente aos números do mesmo período de 2019

A primeira semana de setembro de 2020 demonstrou que os embarques de carne bovina continuam aquecidos nos portos brasileiros. De acordo com a Agrifatto, a média diária ultrapassou 8,22 mil toneladas, representando avanço de 25% frente aos números do mesmo período de 2019 e 6% maiores do que a média diária de agosto de 2020.

“Mantido esse ritmo, provavelmente teremos o melhor mês de setembro da história para a exportação de carne bovina brasileira”, salienta a consultoria.

Mercado do boi
Com um fraco desempenho das vendas no varejo na capital de São Paulo durante o feriado prolongado, o mercado amanheceu a terça-feira,8, com uma leve ressaca. “Ainda assim, as cotações referências no estado continuaram a rodar acima de R$ 240 por arroba”.

Os vencimentos futuros continuam a se recuperar das correções da última semana, o contrato para outubro de 2020, na B3, encerrou o dia com alta de 1,41%, cotado a R$ 244,55 por arroba.

 

 

Exportação de algodão do Brasil em setembro deve superar volume de 2019, diz Anea

 

A exportação brasileira de algodão em agosto demonstrou força, no contexto de que a pluma foi uma das commodities mais prejudicadas pelos impactos da pandemia, e com uma recuperação de mercado em curso o Brasil deve ampliar novamente os embarques em setembro, disse um dirigente da associação do setor Anea.

“Setembro vai ser maior que agosto, com certeza”, afirmou Henrique Snitcovski, que está no comando da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).

Ele destacou também nesta quarta-feira que os embarques neste mês deverão superar a exportação de 164,6 mil toneladas do mesmo período do ano passado, que marcaram o melhor setembro da série histórica do Brasil.

“A nossa expectativa é que consigamos um pouco mais que no ano passado”, afirmou à Reuters.

Segundo ele, os embarques de 109 mil toneladas registrados em agosto foram relevantes, mas ainda assim perdem dos volumes de 2012 e 2011, que ficaram próximos de 120 mil toneladas em igual mês.

Os embarques nos próximos meses deverão ser beneficiados também por postergações de exportações realizadas nos piores momentos da pandemia, quando os preços despencaram.

Assim, as exportações contarão com novas vendas e a realização de despachos previstos anteriormente. A Anea havia estimado postergações de 150 mil toneladas.

O aquecimento das vendas externas de algodão é um “excelente sinal”.

“É muito positivo para o setor, é uma boa retomada da engrenagem”, disse ele, lembrando que o Brasil está terminando de colher uma safra que deverá atingir um recorde de cerca de 3 milhões de toneladas de pluma, que vem registrando boa qualidade.

Ele estimou que as exportações do país, o segundo exportador global de algodão após os Estados Unidos, deverão fechar a nova temporada em cerca de 2 milhões de toneladas, apagando o recorde anterior de 1,915 milhão na 2019/20 (julho/junho).

“A gente como entidade acredita neste número… acreditamos que os embarques vão voltar a crescer com compromissos já firmados e novas vendas de algodão feitas nos destinos, e este sim é um sinal muito bom.”

“O fato de Brasil estar fazendo novas vendas é sinal de que os principais mercados consumidores estão retomando as atividades.”

Ele destacou que os preços na bolsa de Nova York já estão um pouco acima dos níveis pré-pandemia, cotados em torno de 65 centavos de dólar por libra-peso, outro bom sinal.

A moeda brasileira desvalorizada, de outro lado, garante a competitividade do produto nacional.

“Os produtores já venderam muito bem a safra que está sendo colhida, já venderam uma boa parte da próxima safra, e agora está começando a buscar alternativas para vender a safra 2022, buscando oportunidades para proteger os custos”, comentou.

Dessa forma, algumas expectativas de redução de área de até 30% no Brasil na nova safra definitivamente não vão se confirmar.

“Hoje trabalhamos com um numero de queda 10% e ainda pode mudar, perto do final do ano, dependendo de como vai ser a retomada da atividade industrial”, afirmou.

(Por Roberto Samora)

 

 

 

 

Exportação de café do Brasil avança em agosto; embarques de açúcar e algodão dobram

 

As exportações brasileiras de café verde alcançaram 191,4 mil toneladas em agosto, alta de 1,3% ante igual período de 2019, enquanto os embarques de milho baixaram 11,4% para 6,48 milhões de toneladas, conforme dados do governo federal divulgados nesta terça-feira.

As maiores vendas externas de café verde –que somaram o equivalente a 3,19 milhões de sacas de 60 kg– foram registradas em momento em que o país está finalizando a colheita de uma grande safra.

Já o milho marcou recuo nos embarques apesar do avanço no período de colheita da segunda safra do cereal, a maior do país para a cultura, e de melhora na produtividade média nacional da chamada “safrinha”.

As exportações de açúcar mais que dobraram em agosto para 3,47 milhões de toneladas, ante 1,59 milhão um ano antes, informou a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em meio a um cenário de aumento de produção do adoçante, firme demanda e preços atrativos.

Na soja, os embarques do mês passado atingiram 6,2 milhões de toneladas, ante 5 milhões no comparativo anual.

Com vendas em patamar recorde ao longo do ano e as compras da China ainda aquecidas, estima-se que a indústria nacional seja obrigada a importar cerca de 1 milhão de toneladas da oleaginosa para complementar a oferta até o fim de 2020.

Outro destaque foi verificado no mercado de algodão, cujas vendas externas passaram de 45,3 mil toneladas em agosto de 2019 para 109 mil toneladas no mês passado.

A cultura foi uma das mais afetadas pela pandemia do novo coronavírus, com postergação de embarques. Mas os volumes de agosto mostram que o pior pode ter ficado para trás.

Na indústria extrativa, as exportações de minério de ferro recuaram de 33,8 milhões de toneladas em agosto do ano passado para 31,3 milhões no mesmo mês de 2020.

Em contrapartida, as vendas externas de petróleo do Brasil alcançaram 5,47 milhões de toneladas ante 4,76 milhões embarcadas um ano antes, informou a Secex.

No mercado de proteína animal, a exportação brasileira segue impulsionada pelo câmbio e pela demanda da China, em função dos efeitos da peste suína africana sobre os plantéis de porcos daquele país.

Neste contexto, as vendas externas de carne suína do Brasil saltaram quase 80% em agosto, para 87,7 mil toneladas ante 49 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2019.

Os embarques de carne bovina in natura refrigerada ou congelada somaram 163,2 mil toneladas em agosto ante 135,1 mil um ano antes, enquanto as vendas de aves passaram de 334,5 mil toneladas para 340,7 mil no período avaliado.

(Por Nayara Figueiredo)