Governo reitera ser “pouco provável” chegada de nuvem de gafanhotos ao Brasil

 

SÃO PAULO/BUENOS AIRES (Reuters) – O Ministério da Agricultura reiterou nesta quinta-feira ser pouco provável, até o presente momento, que a nuvem de gafanhotos que atinge áreas agrícolas da Argentina avance em direção ao território brasileiro.

A informação foi divulgada após o ministério ter declarado estado de emergência fitossanitária para áreas de produção agrícolas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, devido a riscos de os insetos chegarem ao país.

A medida, publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, teve caráter “preventivo”, esclareceu o ministério em nota.

“Além disso, essa medida visa permitir uma mobilização mais ágil de recursos humanos e financeiros para promover eventual controle da praga”, afirmou o ministério.

Na véspera, o ministério já havia afirmado que seria “pouco provável” a chegada dos gafanhotos ao território brasileiro.

“Caso isso ocorra, será feito um monitoramento interno para o acompanhamento da evolução do evento.”

Segundo o Serviço Nacional de Saúde da Argentina (Senasa), a nuvem contém cerca de 40 milhões de insetos e, depois de entrar na Argentina pelo Paraguai no final de maio, encontra-se na província de Corrientes, perto das fronteiras com o Brasil, Uruguai e Paraguai.

“Estamos acompanhando o movimento da praga”, disse à Reuters o coordenador do Programa Nacional de Gafanhotos do Senasa, Héctor Medina.

Ele disse que, devido à entrada de uma frente fria do sul, o movimento de gafanhotos seria limitado nos próximos dias.

As baixas temperaturas “impedem que eles se movam e se reproduzam”, explicou Medina, acrescentando que, embora o clima limite sua mobilidade a curto prazo, o vento poderá eventualmente empurrar a nuvem de gafanhotos para um país vizinho.

Enquanto isso, apesar do tamanho da nuvem, o Senasa e a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) indicaram que os gafanhotos não causaram grandes danos às lavouras na Argentina.

“Por enquanto não é um problema, estamos mais preocupados com a (falta de) umidade para o plantio de trigo do que gafanhotos”, disse o chefe de Estimativas Agrícolas do BCBA, Esteban Copati.

No entanto, a presença da praga levantou preocupações no Brasil, onde um representante da associação de produtores de Aprosoja, no Rio Grande do Sul, disse que havia temor de que gafanhotos entrassem no Estado, que está em fase de plantio do trigo.

O representante da cooperativa Copercampos em Santa Catarina Eugenio Hack disse à Reuters que, se os gafanhotos chegarem ao Estado, os produtores teriam que ser treinados para usar produtos químicos apropriados, que são diferentes dos utilizados habitualmente.

“Meu avô lidou com gafanhotos há muitos anos. Os agricultores costumavam cavar valas no chão, cobrir os insetos com o terra e incendiá-los”, disse Hack.

A portaria do Brasil nesta quinta-feira apontou que o estado de emergência visa a implementação de um plano de supressão da praga e a adoção de medidas emergenciais.

O prazo da emergência fitossanitária será de um ano, e diretrizes e medidas a serem adotadas ainda serão indicados em ato a ser assinado pela ministra Tereza Cristina, segundo o texto da medida.

Brasil e Argentina estão entre os principais exportadores de soja e milho do mundo.

(Por Luciano Costa, Ana Mano, Roberto Samora e Maximilian Heath em Buenos Aires)

 

Commodities do Brasil: importância e principais empresas exportadoras

 

É grande o impacto das commodities no Brasil, e a bolsa de valores reflete essa importância. Entenda o cenário.

Conhecer as principais commodities do Brasil é essencial para quem investe na bolsa de valores, já que a economia do nosso país é afetada diretamente pela oscilação de preço dessas matérias-primas.

No Brasil, as commodities correspondem a mais de 6,5% do PIB, e representam mais de 60% dos bens exportados.

Petróleo, minério de ferro, celulose, proteína animal, soja, milho, café… São diversas commodities com influência na economia brasileira, e isso acaba se refletindo nas empresas da bolsa.

Neste artigo, você vai entender a importância das commodities no Brasil, e também vai conhecer as principais empresas de commodities listadas na bolsa de valores.

Importância das commodities no Brasil
Não é de hoje que a economia brasileira é profundamente dependente das commodities. Já vivemos a época da cana-de-açúcar, do ouro e do café, e hoje somos produtores de uma vasta cadeia de commodities.

Antes de avançar para explicar a relação das commodities com a economia brasileira, vale relembrar a definição desse termo. Commodity é um termo em inglês cuja tradução para o português é mercadoria.

No mercado financeiro – e na economia de maneira geral –, a commodity se refere a um produto básico, seja em seu estado bruto ou com baixo nível de transformação.

São produtos utilizados como matéria-prima para outras indústrias, e que podem ser negociados globalmente. É por isso que o preço das commodities sofre variações diárias no cenário internacional, conforme cresce ou diminui a demanda por esses produtos.

A economia brasileira é dependente das commodities, como mostrou um levantamento realizado pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

A agência da ONU analisa economias consideradas dependentes de bens primários, e revelou que, no Brasil, as exportações de commodities respondem por 6,5% do PIB.

Além disso, as commodities respondem por mais de 60% das mercadorias exportadas pelo Brasil. Mas nosso país pode se orgulhar de ter uma economia mais desenvolvida, e não tão dependente da receita dessas matérias-primas, na comparação com outros países em desenvolvimento.

Na Bolívia, por exemplo, as commodities representam mais de 40% do PIB, enquanto países dos Emirados Árabes têm mais de 70% do PIB ligado ao petróleo.

Hoje, as commodities podem ser analisadas como uma matéria-prima essencial aos países industrializados, e uma mercadoria fundamental para as nações ainda em desenvolvimento – como a nossa.

A seguir, vamos conhecer as principais exportadas pelo Brasil.

Principais commodities do Brasil
Listamos, abaixo, as principais commodities do Brasil, de acordo com o volume de exportação em 2018, segundo dados compilados pelo portal TrendEconomy, que funciona como um repositório de dados sobre importação e exportação em todo o mundo.

Soja
A soja é a maior commodity exportada pelo Brasil, com 13,8% do total. Em 2018, a exportação de soja rendeu US$ 33 bilhões para o Brasil. É, de longe, a maior commodity agrícola exportada pelo país.

Petróleo
O petróleo foi responsável por 10,4% das exportações. Com a venda dessa commodity, o Brasil viu entrarem US$ 25 bilhões.

Minério de ferro
Em terceiro lugar, surge o minério de ferro, com 8,42% do total de exportações.

Essas exportações garantiram US$ 20 bilhões aos cofres dos exportadores.

Celulose
Em quarto lugar na lista de exportações brasileiras, está a celulose, com participação de 3,31%.

A exportação desse produto rendeu US$ 7,95 bilhões ao país.

Outras commodities
Além dessas quatro principais commodities, também têm relevância no cenário de exportações no Brasil:

Farelo de soja: 2,8%, US$ 6,7 bilhões
Cana de açúcar: 2,7%, US$ 6,5 bilhões
Carne de frango: 2,5%, US$ 6 bilhões
Carne de gado: 1,9%, US$ 4,5 bilhões

Exportações de petróleo e minério de ferro do Brasil aumentam até a 2ª semana de junho

 

Na mesma linha, os embarques de petróleo acumulam 2,57 milhões de toneladas até a segunda semana do mês

As exportações brasileiras de petróleo e minério de ferro avançaram no acumulado das duas primeiras semanas de junho, segundo dados do governo federal divulgados nesta segunda-feira.

Em nove dias úteis deste mês, o país embarcou 14,7 milhões de toneladas de minério de ferro, com média diária de 1,6 milhão de toneladas ante 1,56 milhão registrada em junho de 2019, disse a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Na mesma linha, os embarques de petróleo acumulam 2,57 milhões de toneladas até a segunda semana do mês, com salto de 50% na média diária das exportações, para 286 mil toneladas ante 190,5 mil obtida um ano antes.

Café e isolamento social se dão muito bem, o que eleva o consumo da bebida

 

Para presidente do Sindicafé-SP, outros fatores também colaboram para demanda mundial recorde.
Isolamento em casa e café se dão muito bem. E esse pode ser um dos motivos de o consumo mundial bater o recorde neste ano, segundo Nathan Herszkowicz, presidente-executivo do Sindicafé-SP (Sindicato das Indústrias de Café do Estado de São Paulo).

Só isso, porém, não explica a evolução que o setor vem obtendo recentemente, segundo ele.
Na semana passada, o Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) estimou que o consumo mundial de café deverá chegar ao recorde de 166,3 milhões de sacas.

Aumento de consumo e números recordes virão da União Europeia, principal consumidora mundial, dos Estados Unidos, do Brasil e até da China, embora o consumo deste último país fique bem distante do dos países citados anteriormente.

Na avaliação do Usda, a União Europeia deverá consumir 46,3 milhões de sacas de café na safra 2020/21. Nos Estados Unidos, o consumo subirá para 27,3 milhões, e no Brasil ficará em 23,5 milhões de sacas.

A China, o mercado do sonho do setor, devido ao tamanho da população do país, consumirá 3,4 milhões de sacas, o maior volume registrado até então. O Japão, outro importante consumidor mundial, utilizará 8,1 milhões de sacas.

Herszkowicz acredita que o fenômeno atual não é isolado, mas que consumo de café continuará crescendo.

Aromas e sabores da bebida atraem cada vez mais os consumidores, que não ficam limitados apenas a um tipo de café, mas querem experimentar as bebidas provindas de várias regiões produtoras.

Outro fator de crescimento é a participação dos jovens. Os novos consumidores exigem sustentabilidade e saudabilidade, características que o café tem, segundo o presidente do Sindicafé.

“O café está em transformação. A bebida de hoje não é a mesma do passado e sofrerá boa evolução no futuro”, segundo Herszkowicz.

Para o presidente do Sindicafé, o café é um companheiro assíduo do trabalho, dá energia e desperta o raciocínio. Essas características explicam a atratividade da bebida.

Os números do Usda para a safra 2020/21 indicam que a produção mundial será recorde, atingindo 176 milhões de sacas, 10 milhões de sacas acima do consumo.

O Brasil, principal produtor mundial, obterá o recorde de 67,9 milhões de sacas, das quais 47,8 milhões serão do tipo arábica e 20,1 milhões de café robusta.

O Brasil é líder mundial na produção de café arábica, e o Vietnã está à frente na de café robusta.
Brasil, Vietnã e Colômbia lideram a produção e a exportação mundiais de café (Folha de S.Paulo, 17/6/20)

Exportações do Agro em maio somam US$ 10,9 bilhões e são recorde para o mês

 

O desempenho reflete principalmente os embarques de soja em grão, carne bovina, açúcar e café verde

O agronegócio brasileiro registrou valor recorde nas exportações de maio com US$ 10,9 bilhões (+17,9%) e correspondeu a 60,9% do total exportado pelo país. O desempenho reflete, principalmente, os embarques de soja em grão (US$ 5,2 bilhões), carne bovina (US$ 780 milhões), açúcar (US$ 767 milhões) e café verde (US$ 468 milhões).

As importações de produtos do agronegócio diminuíram de US$ 1,18 bilhão (maio 2019) para US$ 835,78 milhões em maio deste ano, recuo de 29,3%. De acordo com o Boletim da Balança do Agronegócio, divulgado nesta quarta-feira (10) pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o saldo da balança totalizou US$ 10 bilhões.

China
O mercado chinês adquiriu 44,9% do valor total exportado pelo Brasil em produtos do agronegócio, chegando a US$ 4,91 bilhões em aquisições (+50,4%). O país asiático foi o maior importador da soja em grão brasileira, das carnes (bovina, suína e de aves), do açúcar e da celulose.

O país asiático importou 71,5% de soja em grãos, o que corresponde a US$ 3,70 bilhões do grão.

Já as aquisições de carne brasileira foram de US$ 870,84 milhões, considerando o mercado de Hong Kong. Desta forma, 55% do valor total exportado pelo Brasil foi para a China nesse mês de maio.

A China aparece novamente como maior importadora de açúcar, adquirindo 21,7% de todo o valor exportado pelo Brasil do produto ou US$ 166,42 milhões. De acordo com a análise da SCRI, a quebra da safra indiana de açúcar e o aumento das aquisições chinesas do produto explicam o incremento de nossas exportações, alcançando no total US$ 767 milhões.

A celulose também foi destaque para o mercado chinês que adquiriu US$ 242,03 milhões, ou 41,4% do total exportado pelo Brasil.

 

 

Mundo quer carne e soja do Brasil e estas 5 ações vão ganhar com isso

 

Os dados do comércio global de proteínas e soja, incluindo China, EUA e Europa, revelam que o mundo está buscando comida e o Brasil parece ser o país mais preparado para atender à esta demanda.

“Novos protocolos de saúde (distanciamento social) provavelmente limitarão o abate nos próximos 12 meses, resultando em preços globais mais altos de proteínas (dada menor oferta de carne) e menores custos com animais (dado excesso de animais para abate)”, pontuam os analistas da Ágora Investimentos Leandro Fontanesi e José Cataldo.

O analista André Hachem, do Itaú BBA, explica que a demanda na China tem grandes ramificações para o comércio agrícola global. Enquanto o país batalha para superar os efeitos da peste suína africana sobre a sua indústria doméstica surgirão muitas oportunidades para os exportadores de proteína.

“Além disso, a demanda chinesa de soja será um elemento estrutural daqui pra frente e o Brasil e os EUA devem se beneficiar dessa tendência. O Brasil deve, ainda, se tornar o fornecedor predominante de soja para a China”, aponta.

O Itaú BBA tem a recomendação de compra para as ações da JBS (JBSS3) com preço-alvo de R$ 31 para o final de 2021. Para a Marfrig (MRFG3), a indicação também é compra com preço-alvo de R$ 18. A mesma sugestão é feita para a Minerva (BEEF3), com preço-alvo de R$ 17. A Rumo (RAIL3) possui recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 31.

A BRF (BRFS3), por outro lado, ganhou a sugestão de manutenção, com preço-alvo de R$ 28.

A Ágora Investimentos elevou o preço-alvo às ações da JBS de R$ 28 para R$ 32. A recomendação é de compra. BRF e Marfrig têm indicações neutras, com preços-alvo de R$ 25 (de R$ 22) e R$ 15 (de R$ 10).

 

 

Índice de commodities do BC sobe 12,3% em maio

 

No ano, indicador registrou aumento de 9,72%; em 12 meses, avançou 17,91%

As matérias-primas que têm influência sobre a inflação apresentaram alta de 12,3% em maio, após variação positiva de 1,56% em abril. No ano, o Índice de Commodities Brasil (IC-Br), calculado pelo Banco Central (BC), registrou aumento de 9,72%; em 12 meses, avançou 17,91%.

O indicador é construído com base nos preços das commodities agrícolas, metálicas e energéticas convertidos para reais. Seu equivalente internacional, o Commodity Research Bureau (CRB), mostrou variação positiva de 4,76% em maio, com incremento de 33,49% no ano e de 28,04% em 12 meses.

Entre os três subgrupos que compõem o IC-Br, o de commodities agropecuárias (carne de boi, carne de porco, algodão, óleo de soja, trigo, açúcar, milho, arroz, café, suco de laranja e cacau) mostrou elevação de 12,32% no mês de maio. No ano, os preços acumulam acréscimo de 15,36% e, em 12 meses, e 31,24%.

Já o preço das commodities metálicas (alumínio, minério de ferro, cobre, estanho, zinco, chumbo, níquel, ouro e prata) subiu 9,36% em maio. No ano, o segmento acumulou alta de 22,81% e, em 12 meses, elevação de 21,22%.

As commodities energéticas (petróleo Brent, gás natural e carvão) tiveram acréscimo de 14,9% em maio. No ano, a variação foi negativa em 21,08%. Em 12 meses, houve queda de 24,93%.

 

Açúcar: Cotações do Cristal Aumentam no Final de Maio

Os preços do açúcar cristal praticados no mercado spot do estado de São Paulo subiram na última semana de maio, de acordo com pesquisas do Cepea. Na quinta-feira, 28, o adoçante voltou a ser negociado na casa dos R$ 76 por saca de 50 kg, quando algumas usinas restringiram a oferta dos tipos de melhor qualidade (Icumsa até 180) para as vendas na pronta entrega. As exportações aquecidas e chuvas em algumas áreas de colheita da cana, que interromperam pontualmente a produção, foram fatores que limitaram a oferta doméstica. Apenas em poucos casos que as negociações envolveram volumes altos de açúcar. De 25 a 29 de maio, a média do Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, foi de R$ 75,46/saca de 50 kg, alta de 1,32% em relação à de 18 a 22 de maio (R$ 74,47/saca de 50 kg).

ETANOL: DEMANDA SE AQUECE EM MAIO E IMPULSIONA PREÇO

De acordo com pesquisas do Cepea, em maio, os preços dos etanóis subiram no estado de São Paulo, recuperando apenas uma parcela das perdas registradas entre março e abril. A sustentação aos valores veio da volta, ainda que gradativa, do consumo em alguns importantes polos consumidores do País. Mesmo em meio à pandemia do coronavírus, a boa vantagem do etanol hidratado nos postos paulistas favoreceu a demanda e fez com que distribuidoras tivessem necessidade de reposição dos estoques. Além da demanda, outro fator que deu suporte para as cotações do etanol em São Paulo foi a postura firme dos vendedores ao longo de maio, mesmo neste início da temporada na região Centro-Sul. No caso do etanol anidro, destaca-se o crescimento do número de negócios no mercado spot, devido à postergação do período definido para a fixação de contratos, visando o atendimento da Resolução nº 67 da ANP pelas distribuidoras. Assim, por conta de contratos ainda não firmados, as vendas no spot aumentaram em maio relativamente ao mês anterior. A média dos valores das semanas cheias do Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado ficou em R$ 1,4352/litro, alta de 5,75% na comparação com as semanas cheias de abril. Para o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol anidro, o aumento foi de apenas 0,4%, com média de R$ 1,5803/litro no spot.