Exportações de suco de laranja do Brasil avançam 17% em 10 meses puxadas pela UE

As exportações brasileiras de suco de laranja subiram 17% no acumulado de dez meses da safra 2019/20, em relação ao igual período da temporada anterior, com avanço na demanda da União Europeia, principal comprador, disse nesta quinta-feira a associação do setor CitrusBR com base em dados do governo.

A associação também destacou, em nota, que as medidas de isolamento social para conter o novo coronavírus alteraram os hábitos de consumo das pessoas, com aumento na demanda por suco de laranja no varejo americano, por exemplo.

No acumulado de dez meses da safra 2019/20, o Brasil exportou 914.287 toneladas da bebida (FCOJ equivalente), ante 781.995 toneladas no mesmo período da safra 2018/19. Em faturamento, o aumento é de 4,5% para 1,525 bilhão de dólares.

Para a União Europeia, os embarques de suco alcançaram 635.602 toneladas, 25% a mais que as 508.811 toneladas registrados em igual período da safra passada.

Já para os EUA, houve recuo de 14% nos embarques dos dez primeiros meses da safra, com volume de 147.693 toneladas.

“Temos visto algumas notícias sobre um forte aumento de consumo no mercado americano que… teve início nas primeiras semanas de março, mas ainda não trouxe qualquer efeito sobre as exportações brasileiras para aquele mercado”, explica o diretor executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto.

Segundo ele, este avanço no varejo dos EUA tem consumido reservas locais do produto que é sabidamente importante fonte de vitamina C, o que também é considerado positivo.

A associação ainda destacou o desempenho do suco de laranja no mercado asiático. As exportações do Brasil para o Japão já atingiram 49.831 toneladas, 38% a mais que nos dez meses da safra 2018/19. Para a China, houve alta de 36%, para 37.132 toneladas.

Conheça os 5 países que mais importam do Brasil

Essas nações podem oferecer boas oportunidades de expansão para empresas brasileiras que queiram internacionalizar seus negócios

A participação brasileira no comércio exterior é cada vez mais expressiva – o que gera oportunidades de negócio para as empresas nacionais que querem vender seus produtos no exterior.

Dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) destacam que, em 2017, a exportação brasileira registrou um aumento percentual acima da média mundial. Enquanto o crescimento das exportações teve uma média geral de 10,6%, a alta no Brasil foi de 17,5% – a sexta maior do ranking.

Negócios de qualquer porte podem e devem se beneficiar desse crescimento, inclusive as pequenas empresas, que representam metade dos exportadores brasileiros. Para as companhias que estão planejando uma estratégia de internacionalização, é importante conhecer os países que mais importam produtos brasileiros e, assim, montar um plano mais assertivo.

Confira a seguir as 5 nações que mais importam do Brasil, de acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços referentes a 2019.

1) China
Em 2019, o volume importado do Brasil pela China movimentou um total de US$ 63,4 bilhões. O valor representa uma queda de 0,9% em comparação com o ano anterior. O país asiático representa uma fatia de 28,1% entre as exportações brasileiras.

Principais produtos:

Soja mesmo triturada – 32%
Óleos brutos de petróleo – 24%
Minérios de ferro e seus concentrados – 21%

2) Estados Unidos
O saldo total de importações feitas pelos Estados Unidos em 2019 atingiu um total de US$ 29,7 bilhões – um crescimento de 3,6% em comparação anual. O país liderado por Donald Trump é o destino de 13,2% das exportações feitas pelo Brasil.

Principais produtos:

Óleos brutos de petróleo – 11%
Produtos semi-acabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço – 9,6%
Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes – 8,2%

3) Holanda
Com 4,49% de participação, a Holanda é o terceiro país que mais importa produtos brasileiros. O comércio com destino ao país europeu movimentou um volume de US$ 10,1 bilhões em 2019, uma variação de -22,5% na comparação anual.

Principais produtos:

Plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes – 15%
Obras de ferro ou açõ e outros artigos de metais comuns – 11%
Minério de ferro e seus concentrados – 9%

4) Argentina
A vizinha Argentina é o quarto país que mais importou do Brasil em 2019, com uma participação de 4,34%. O valor movimentado no período foi de US$ 9,8 bilhões – uma queda de 34,3% em comparação com os mesmos meses de 2018.

Principais produtos:

Automóveis de passageiros – 21%
Partes e peças para veículos automóveis e tratores – 7,9%
Demais produtos manufaturados – 5,3%

5) Japão
Completando o ranking, o Japão é o quinto país que mais importa do Brasil. O volume movimentado em 2019 foi de US$ 5,4 bilhões – o que representa uma participação de 2,41%. Na variação anual, houve aumento de 25,7%.

Principais produtos:

Milho não moído, exceto milho doce – 21%
Minério de ferro e seus concentrados – 20%
Carnes de aves – 15%

Como se preparar para a exportação?
Empresas de qualquer porte e segmento podem se favorecer da relação do Brasil com esses países.

O primeiro cuidado para iniciar um processo de internacionalização é conhecer a lei da exportação, que reúne todos os requisitos a serem cumpridos por empresas exportadoras. Além disso, a empresa também deve conhecer o importador.

Setor mineral prevê ser o 1º a responder pela recuperação econômica do Brasil

Mesmo em alerta sobre a possibilidade de impactos em atividades com o avanço do coronavírus no Brasil, o setor mineral acredita que será o primeiro a responder pela recuperação econômica no país, por contar com ampla capacidade instalada de minério de ferro e uma já crescente demanda chinesa por seus produtos.

O segmento, que vem conseguindo evitar abalos da pandemia na produção e exportação, prevê ainda a ampliação futura das atividades, com o retorno de minas paralisadas e a entrada de novos projetos, afirmou à Reuters o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Flávio Penido.

A expectativa é atingir capacidade de produção anual de cerca de 450 milhões de toneladas de minério de ferro nos próximos anos, ante as atuais 410 milhões de toneladas, segundo cálculos do Ibram, que tem 130 associados, dentre eles Vale (VALE3), Anglo American, CSN (CSNA3) e Gerdau (GGBR3).

“O setor de mineração é o setor que certamente será o primeiro a responder pela recuperação da economia brasileira… por conta da capacidade instalada e capacidade de recuperação de curto prazo”, afirmou Penido, destacando a recuperação econômica já observada na China.

“A China está com baixos estoques de aço, baixos estoques de minério brasileiro de alto teor. E está retomando… e o reflexo está nos preços.”

Os contratos futuros do minério de ferro na bolsa de Dalian fecharam em alta de 3,6% nesta terça-feira, a 711 iuanes (100,07 dólares) por tonelada, acumulando ganhos de 13% em rali de cinco dias, sustentado por uma perspectiva positiva para a demanda doméstica chinesa, em meio a esperanças de mais estímulos econômicos.

Em entrevista recente, o diretor-executivo de Finanças e Relações com Investidores da Vale, Luciano Siani, afirmou que as atividades industrias na China já estão praticamente de volta a seus níveis normais e que sua economia apresenta uma recuperação “muito vigorosa”.

Capacidade brasileira
Nesse cenário, a Vale trabalha para retomar a produção de minas que foram paralisadas após o rompimento de uma de suas barragens em Brumadinho (MG), no início de 2019, que levou a uma revisão profunda da segurança de estruturas.

A parada dessas atividades, ressaltou o presidente do Ibram, fez com que o minério de ferro brasileiro perdesse participação no mercado internacional. No entanto, algumas atividades já foram retomadas e o restante deve voltar a operar aos poucos, afirmou.

Também está previsto que as atividades da Samarco sejam retomadas entre o fim do ano e o início de 2021, disse ele.

Joint venture da Vale com o grupo BHP, a Samarco paralisou suas atividades em novembro de 2015, também com o rompimento mortal de uma de suas barragens de rejeitos, mas já está trabalhando para voltar.

“O minério… brasileiro tem oferta ampla na China, então a tendência é que o Brasil recupere seu espaço… e aumente e recupere a oferta que tinha anteriormente”, disse Penido.

 

 

Café: Apesar da Pandemia, Exportações Seguem firmes

Mesmo em um cenário de incertezas globais, devido à pandemia de coronavírus, as exportações brasileiras dos cafés arábica e robusta estão aquecidas. Em abril, os embarques totais (café verde, torrado e solúvel) somaram 3,3 milhões de sacas de 60 kg, segundo o Cecafé (Concelho dos Exportadores de Café do Brasil). Apesar de o volume ser 4% inferior ao embarcado em março, houve aumento de 2,5% em relação ao de abril/19. Especificamente quanto ao café verde (arábica e robusta), o volume somou 2,99 milhões de sacas em abril, alta de 1,5% em um ano. Colaboradores do Cepea acreditam que a elevação das exportações em abril pode ser reflexo da pandemia. Com o aumento das compras de países consumidores e as incertezas quanto à logística, a procura pela commodity aumentou e alguns contratos foram antecipados por compradores, que temiam um possível desabastecimento de café.

ALGODÃO: VENDEDOR NÃO CEDE, E PREÇO SOBE NO BR
Atentos à maior remuneração do mercado externo, vendedores estão mais firmes nos valores pedidos pela pluma no spot nacional, contexto que sustentou os preços nos últimos dias. No entanto, segundo colaboradores do Cepea, o interesse comprador continua baixo, e as indústrias ativas ofertam preços inferiores para novas aquisições, limitando as efetivações no mercado doméstico. Parte dos comerciantes até voltou a relatar a liberação de embarques de alguns volumes fechados anteriormente, mas agentes indicam que o ritmo de vendas de fios e de produtos acabados segue bastante lento, o que mantém os estoques elevados e limita novas compras de matéria-prima. Em meio à “queda de braço”, entre 12 e 19 de maio, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, subiu 1,8%, fechando a R$ 2,6135/lp na terça-feira, 19. Porém, na parcial de maio (até o dia 19), o Indicador ainda acumula queda, de 1,8%.

 

 

Exportação de carne suína do Brasil deve superar expectativa, aponta ABPA

As exportações de carne suína do Brasil em 2020 deverão superar as expectativas iniciais, enquanto que os embarques da proteína de frango também crescerão pela forte demanda da China, segundo o diretor-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin.

Em videoconferência nesta sexta-feira, ele estimou os embarques brasileiros de carne suína entre 900 mil e 1 milhão de toneladas em 2020, o que representaria um crescimento de 33% ante 2019.

Em dezembro, a associação previra alta de ao menos 15% nas exportações de suíno.

Já os embarques de carne de frango devem seguir firmes, ficando entre 4,3 milhões e 4,5 milhões de toneladas em 2020, previsão estável ante a divulgada no final do ano passado, que já apontava aumento de até 7% em relação a 2019.

Segundo o executivo, a demanda por carnes da Ásia está forte, uma vez que a China precisar lidar com a escassez de proteína causada pela peste suína africana, que resultou em uma redução drástica do plantel no maior consumidor global de carne de porco.

Santin disse ainda que a demanda asiática tem ajudado a compensar a queda na demanda no mercado local, afetado pelos impactos da pandemia da Covid-19.

Exportações do Brasil para a Ásia seguem em franco crescimento

Vietnã e Indonésia respondem por mais de 2 bilhões de dólares por ano da aquisição de produtos como algodão, soja e blocos de aço do Brasil

O Mercosul está se preparando para começar no ano que vem negociações de tratados comerciais com o Vietnã e com a Indonésia, que ocupam um lugar importante na pauta de exportações brasileira. Juntos, os dois países asiáticos respondem por mais de 2 bilhões de dólares por ano da aquisição de produtos como algodão, soja e blocos de aço do Brasil. “Sem as barreiras tarifárias, a pauta comercial do Brasil com esses países, que estão em franco crescimento econômico, deverá se diversificar e crescer”, afirma Paula Barboza, coordenadora-geral de negociações comerciais extrarregionais do Itamaraty. “Há espaço de crescimento principalmente para produtos industriais e do agronegócio.”

Outros tratados devem ser fechados em breve. Até o final de 2020, a expectativa é assinar o acordo de livre-comércio com o Canadá, o décimo principal importador de produtos brasileiros.

Os exportadores estão animados com a previsão de maior demanda do país da América do Norte por autopeças, óleos e produtos de higiene baseados na biodiversidade brasileira, além de frutas típicas do Norte e do Nordeste.

As tratativas com a Coreia do Sul também seguem a todo vapor. “Devemos finalizar as negociações até o início de 2021”, afirma Barboza. As novas tratativas deverão se somar ao acordo entre o Mercosul e a União Europeia, assinado em julho de 2019.

Exportador de carne bovina do Brasil vê recorde em 2020 apesar de coronavírus

As exportações brasileiras de carne bovina devem superar o recorde registrado em 2019 e gerar 8 bilhões de dólares em divisas neste ano, mesmo diante da crise do coronavírus, disse nesta quinta-feira o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Antônio Jorge Camardelli.

Em 2020, o maior exportador global da proteína poderá embarcar mais de 2 milhões de toneladas, 130 mil a mais que no ano passado, quando o volume já havia crescido 12,4% ante 2018, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Abiec.

Segundo ele, quando acabar a pandemia, os países que tiverem as cadeias mais organizadas, como o Brasil, vão ter a chance de aumentar sua participação em mercados globais.

Durante participação em videoconferência, Camardelli destacou que o país não conta com nenhuma unidade produtiva paralisada na área de bovinos, em função da Covid-19.

O executivo ressaltou que a China segue como principal destino dos embarques de carne bovina. Em 2019, os chineses responderam por 26,7% das compras (494 mil toneladas) e faturamento de 2,67 bilhões de dólares, segundo dados da Abiec.

Ele ainda destacou que o mercado norte-americano foi reaberto para os exportadores brasileiros da proteína in natura em fevereiro deste ano e melhora a competitividade da cadeia.

“Frigoríficos (do Brasil) que ainda não alcançaram a China podem acessar os EUA”, afirmou.

Apesar das condições sanitárias do Brasil que favorecem as exportações, Camardelli admitiu que o país ainda não atinge cerca de 40% dos mercados importadores, compostos majoritariamente por países que consomem carne gourmet e pagam os melhores preços.

“Queremos participar de países como Japão, Coreia do Sul, México e Canadá, e com isto ampliar cada vez mais nossa participação nos mercados mundiais.”

AVES E SUÍNOS

Também por meio de videoconferência, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, afirmou que o cenário continua promissor para as exportações de frango e suínos, mesmo em meio ao cenário de crise causado pela pandemia do coronavírus.

“Passamos a pandemia com sanidade animal impecável, até os EUA perderam uma fatia grande por problemas internos”, disse Turra, em referência aos frigoríficos que foram fechados temporariamente nos EUA devido ao contágio da Covid-19 entre os funcionários.

No Brasil, o caso mais grave foi detectado em uma unidade de aves da JBS (SA:JBSS3) em Passo Fundo (RS), que teve as atividades retomadas nesta semana após um período de suspensão. Lá, mais de 60 funcionários testaram positivo para o vírus.

Quanto ao acesso aos mercados, Turra também destacou os chineses como principais compradores tanto de aves quanto de suínos. “China é importadora de 17% do que exportamos de aves e 47% do que exportamos em suínos”.

As importações totais de carnes pela China nos quatro primeiros meses de 2020 avançaram 82% na comparação anual, para 3,03 milhões de toneladas, informou a Administração Geral de Alfândegas do país asiático nesta quinta-feira.

 

Navios à espera de açúcar do Brasil sinalizam demanda em alta

No Brasil, maior produtor global de açúcar, a fila de navios que aguardam para embarcar a commodity se torna cada vez mais longa, um sinal de positivo de que os maiores suprimentos já vinculados à expiração de um contrato futuro serão embarcados para consumidores no mundo todo.

Até segunda-feira, a fila de navios sendo carregados ou à espera da matéria-prima no Porto de Santos havia aumentado 50% desde 30 de abril, data de vencimento do contrato de açúcar bruto para entrega em maio na ICE Futures U.S., segundo dados da agência de navegação Williams.

O número subiu para 35 navios, que esperam embarcar 1,6 milhão de toneladas de açúcar destinados a países como Iraque, Bangladesh, Iêmen, Marrocos, China e Nigéria.

O prêmio de açúcar refinado em relação ao tipo bruto não processado subiu para o nível mais alto desde 2013, frequentemente um sinal de ganhos.

Na semana passada, o cenário era incerto, pois a Wilmar International, com sede em Cingapura, e a chinesa Cofco International, que geralmente abastecem mercados consumidores, combinaram para entregar um recorde de 2,26 milhões de toneladas do Brasil contra o contrato da ICE.

Os futuros mais ativos acumulam baixa de 20% neste ano, sob o impacto da pandemia de coronavírus na economia global.

Quando o comprador escolhe um navio rapidamente, isso normalmente “mostra que há demanda no destino final ou pelo menos ele quer que pareça que existe”, e os preços tendem a responder, disse em relatório Arnaldo Correa, sócio da Archer Consulting.

O prêmio do tipo refinado impulsiona a demanda por açúcar bruto, disse Michael McDougall, diretor-gerente da Paragon Global Markets, em Nova York.

A queda da produção na Tailândia e as projeções de exportações moderadas da Índia mostram que a América do Sul puxa os suprimentos, disse.

Com isso, a capacidade do Brasil de atender à demanda será “muito importante”, pois as usinas enfrentam problemas financeiros com a recente desvalorização dos preços e queda na demanda por etanol, disse. A alta do dólar em relação ao real torna as exportações mais competitivas, afirmou.

O consumo no Oriente Médio geralmente cresce durante o Ramadã, que dura 30 dias e termina em 23 de maio.

No entanto, o aumento das exportações de soja do Brasil pode congestionar os embarques, disse Bruno Lima, gestor de risco da INTL FCStone.