Movimento cresce 29% no Terminal de Contêineres de Paranaguá em janeiro

O número de contêineres operados pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá (TPC) cresceu 29% em janeiro, em comparação com o mesmo período no ano passado. A empresa também registrou um recorde histórico de 84.601 TEU (medida que equivale a um contêiner de 20 pés) movimentados neste primeiro mês de 2020.

Entre os principais produtos embarcados ou desembarcados no mês, o terminal registrou alta de 26% em cargas refrigeradas (reefer) e 18% em bens de consumo e eletrônicos.

Fonte: A Tribuna

Deputado quer “abrir porteiras” para importação de carros usados no Brasil

Projeto de Lei propõe liberar a qualquer pessoa física ou jurídica a importação de um usado. Veja opinião de especialistas e entenda qual o cenário atual
Por Daniel Telles – Quatro Rodas

Um Projeto de Lei de autoria do deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) pretende legalizar a importação de automóveis usados no Brasil.

Caso o projeto prospere, qualquer pessoa física ou jurídica estará habilitada a importar um carro usado, sendo a única restrição o total de emissão de poluentes do veículo, que não poderia ultrapassar o permitido atualmente por nossa legislação.

Quanto aos tributos, o montante incidente sobre o veículo a ser importado não poderá ser superior ao que incide sobre veículos similares produzidos no país.

A importação de carros usados é vetada no Brasil desde 1991 pela Portaria nº 18 do Departamento de Comércio Exterior. Hoje, a única exceção prevista é para carros antigos, com mais de 30 anos de fabricação, para fins culturais e de coleção.

Em sua justificativa, o deputado argumenta que uma portaria não deveria legislar sobre este tipo de matéria, mas sim uma lei primária, que passasse por aprovação do Congresso Nacional.

De acordo com Hattem, a proibição que vigora atualmente fere a livre concorrência e o princípio da legalidade, que diz que nenhum brasileiro pode ser proibido de fazer algo, senão em virtude de lei.

No entanto, na visão do advogado especialista em direito tributário Lucas Martini de Aguiar, se a Portaria obedecer às normas constitucionais, não há qualquer problema.

“Desde que a proibição encontre suporte e decorra diretamente de princípios constitucionais – como parece ser o caso – não há problemas em ocorrer por meio de Portaria, e não por Lei Primária.”

Sobre a aplicação dos tributos, o advogado destaca que falta profundidade ao projeto.

“Embora o Projeto de Lei pretenda atribuir um tratamento fiscal igualitário entre bens nacionais e importados, falta aprofundamento, pois não estabelece parâmetros claros para a equiparação da carga fiscal federal, em especial por não delimitar com clareza à qual espécie de venda interna a importação de veículos usados seria comparada”, analisa

QUATRO RODAS também consultou o Professor Antonio Jorge Martins, coordenador acadêmico de cursos automotivos da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Para o professor, o teor do projeto pode ser enxergado de duas formas.

“A medida pode ser vista como positiva ou negativa. Negativa, pois pode prejudicar as indústrias automotivas fixadas hoje no país. Positiva, pois pode fortalecer o poder de barganha do consumidor brasileiro.”

O professor ainda entende não ser o momento mais propício para tal ação.

“Não acho que seja o momento ideal. Hoje há um bom nível de competitividade no mercado nacional e o Brasil possui um enorme potencial de investimento externo que ainda não foi completamente explorado.”

Por fim, Martins explica que o projeto pode servir de artifício para o governo brasileiro.

“A mera proposição da medida pode servir de arma para o governo pressionar a indústria automotiva a trazer novas tecnologias e mais investimentos ao país.” explica.

Há ainda um longo caminho para que o projeto se torne, de fato, lei. Para isso, precisa ser colocado em pauta pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (Dem-RJ), passar pelas comissões de análise e só depois ser votado em plenário para seguir para o Senado Federal.

Caso o projeto venha a ser aprovado pelas duas casas, seguirá para a sanção do presidente da República.

QUATRO RODAS consultou o empresário Fabio Amaja, que atua no ramo da importação de veículos novos e usados. Segundo Amaja, os dois processos são similares e ocorrem da seguinte forma:

“Primeiro é necessário habilitar o radar (registro para pessoa física ou jurídica, para liberação da importação de bens) do cliente junto à Receita Federal, processo que leva de cinco a sete dias. Após isso, o cliente já realiza o pagamento do veículo para a corretora, que remete o montante para o exterior.”

“Com a aprovação do pagamento, o automóvel embarca para o Brasil. Chegando aqui, o cliente realiza mais uma transferência com o valor dos encargos, impostos e taxas. Feito isso, o carro é liberado e em poucos dias é entregue ao cliente.”

Balança comercial tem superávit de US$ 1,1 bi na 1ª semana de fevereiro

Exportações: do início do ano até agora o país registra vendas de US$ 19,096 bilhões (d3sign/Getty Images)

Brasília – A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,160 bilhão na primeira semana de fevereiro (dias 1 a 9). De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 10, pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, o valor foi alcançado com exportações de US$ 4,656 bilhões e importações de US$ 3,495 bilhões.

Ainda assim, o déficit acumulado no ano é de US$ 575 milhões, com embarques de US$ 19,096 bilhões e importações de US$ 19,670 bilhões.

Exportação da carne de frango atinge 172,1 mil t em fevereiro

As exportações de carne de frango in natura do Brasil renderam US$ 268,6 milhões em fevereiro (10 dias úteis), com média diária de US$ 26,9 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 172,1 mil toneladas, com média diária de 17,2 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.560,70.

Na comparação com janeiro, houve ganho de 21,1% no valor médio diário da exportação, alta de 25,5% na quantidade média diária exportada e baixa de 3,5% no preço. Na comparação com fevereiro de 2019, houve alta de 16,2% no valor médio diário, ganho de 19% na quantidade média diária e baixa de 2,3% no preço médio.

Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Por Agência Safras

Corrente de comércio somou US$ 30,6 bilhões em janeiro

Dados comparativos preliminares apontam que o superávit comercial brasileiro, acumulado nos últimos 12 meses, é um dos dez maiores do mundo

Dados comparativos preliminares apontam que o superávit comercial brasileiro, acumulado nos últimos 12 meses, é um dos dez maiores do mundo

O mês de janeiro de 2020 apresenta corrente de comércio de US$ 30,6 bilhões. Segundo os dados da balança comercial divulgados nesta segunda-feira (03/02) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia (Secex/ME), houve déficit comercial de US$ 1,7 bilhão no mês, causado, em grande medida, pela importação de plataforma de petróleo, no valor de US$ 2 bilhões.

As exportações totais em janeiro de 2020, que totalizaram US$14,4 bilhões, apresentaram redução em relação a janeiro de 2019, já que houve retração em vendas de: plataformas de petróleo (-US$ 1,3 bilhão), petróleo bruto (-US$ 592 milhões), celulose (-US$ 445 milhões), milho (-US$ 270 milhões) e soja (-US$ 255 milhões).

Nos últimos 12 meses, a corrente de comércio brasileira apresenta retração de 7,3%, resultante de fatores como: (1) ajustes estruturais no relacionamento comercial entre as maiores economias do mundo, com aumento da incerteza global e desdobramentos adversos no crescimento do PIB mundial e no comércio internacional. (2) No front doméstico, tem-se uma economia em processo de recuperação, com claros reflexos sobre os contornos da balança comercial do País. (3) Os desafios por que passa a economia da Argentina, principal destino das exportações brasileiras de manufaturados e terceiro maior parceiro comercial do Brasil. (4) Enfermidade que acometeu o rebanho suíno na China, principal destino de nossas exportações.

No caso específico do mês de janeiro de 2020, segundo o subsecretário de Inteligência e Estatística de Comércio Exterior da Secex, Herlon Brandão, as vendas externas apresentaram redução motivada por uma base de comparação excessivamente alta com janeiro de 2019. No primeiro mês do ano passado, registraram-se grande operação de exportação de uma plataforma de petróleo e recorde histórico de exportação de celulose (no valor de US$ 1 bilhão). Além disso, a demanda externa desaquecida tem comprimido os preços internacionais das mercadorias e houve queda no volume embarcado de grãos motivado pelo atraso na colheita e maior demanda interna.

Relativamente às importações, que totalizaram US$16,1 bilhões em janeiro, houve queda de 6,3% nos preços das mercadorias, reflexo do desaquecimento global. No entanto, o volume das compras externas se expandiu em 4,5%, mantendo tendência de crescimento já observada em 2019. Quanto às categorias econômicas, houve queda no valor da aquisição de bens intermediários, de 3,4%, e de combustíveis, de US$ 15,3%. Por outro lado, cresceram as compras de bens de capital, em 6,6%, e de bens de consumo, de 6,9%. O aumento das importações de bens de capital e bens de consumo refletem o processo de recuperação econômica ora em curso, puxado majoritariamente pelo aumento da demanda doméstica, com reflexos positivos sobre os volumes importados.

O subsecretário também acrescenta que o déficit comercial do mês de janeiro foi pontual e não deverá ser uma tendência para o ano.

Exportação cresce 18,3% e balança comercial tem saldo de US$ 1,160 bilhão na 1ª. semana de fevereiro

Brasília -A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,160 bilhão e corrente de comércio de US$ 8,151 bilhões, na primeira semana de fevereiro de 2020, com cinco dias úteis, como resultado de exportações no valor de US$ 4,656 bilhões e importações de US$ 3,495 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (10/02) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

No ano, as exportações totalizam US$ 19,096 bilhões e as importações US$ 19,670 bilhões, com saldo negativo de US$ 575 milhões e corrente de comércio de US$ 38,766 bilhões.

Análise do mês

Nas exportações, comparadas as médias até a primeira semana de fevereiro de 2020 (US$ 931,1 milhões) com a de fevereiro de 2019 (US$ 786,9 milhões), houve crescimento de 18,3%, em razão do aumento nas vendas das três categorias de produtos: básicos (+19,4%), de US$ 397,0 milhdões para US$ 473,8 milhões; semimanufaturados (+32,8%), de US$ 97,7 milhões para US$ 129,7 milhões e manufaturados (+12,1%), de US$ 292,2 milhões para US$ 327,6 milhões. Em relação a janeiro de 2020, houve aumento de 41,9%, devido à expansão nas vendas de produtos básicos (+45,0%), de US$ 326,8 milhões para US$ 473,8 milhões; semimanufaturados (+32,1%), de US$ 98,2 milhões para US$ 129,7 milhões e manufaturados (+41,6%), de US$ 231,4 milhões para US$ 327,6 milhões.

Nas importações, a média diária até a primeira semana de fevereiro de 2020, de US$ 699,1 milhões, ficou 10,8% acima da média de fevereiro do ano passado (US$ 631,1 milhões). Nesse comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com farmacêuticos (+39,8%), plásticos e obras (+15,8%), equipamentos mecânicos (+11,7%), combustíveis e lubrificantes (+7,0%), equipamentos eletroeletrônicos (+6,1%).

Ante janeiro/2020, registrou-se queda de 4,9%, pela diminuição nas compras de aeronaves e peças (-41,7%), siderúrgicos (-11,5%), equipamentos mecânicos (-11,5%), equipamentos eletroeletrônicos (-7,7%), instrumentos de ótica e precisão (-7,0%).

(*) Com informações da Secex/Ministério da Economia

China ultrapassa EUA e lidera importação de itens produzidos na região

País asiático ultrapassa Estados Unidos e volta a liderar ranking das exportações da região, em janeiro de 2020, segundo o Ministério da Economia; Argentina cai no ranking

A China ultrapassou os Estados Unidos e assumiu a liderança como maior compradora dos produtos fabricados no Vale do Paraíba, segundo dados oficiais do Ministério da Economia.

A exportação da região para China foi de US$ 149,5 milhões em janeiro deste ano, contra US$ 120 milhões para os Estados Unidos.

Os chineses recuperaram a liderança das exportações um ano depois de perderem o primeiro lugar para os norte-americanos. A China liderou a compra de produtos do Vale durante todo o ano de 2018, ultrapassando os Estados Unidos.

Em 2019, a balança comercial inverteu a favor dos norte-americanos, que lideraram durante todo o ano passado como maiores compradores do Vale.

Com US$ 270,3 milhões importados da região em janeiro, os dois países representaram 43% do total exportado pelas empresas do Vale no primeiro mês do ano.

Ambas as nações, contudo, importaram menos neste ano na comparação com janeiro do ano passado. A China reduziu 27% (US$ 149,5 milhões contra US$ 206,1 milhões) e os Estados Unidos cortaram 29% (US$ 120,8 milhões contra US$ 170,1 milhões).

PERFIL.

Quase 80% das importações chinesas em 2020 foram de petróleo bruto e derivados, comprados de Ilhabela.

A queda na compra desses produtos foi de 42% na comparação com janeiro do ano passado: US$ 118,5 milhões contra US$ 204,5 milhões.

De Jacareí, a China aumentou significativamente a importação de pasta de madeira, passando de US$ 1,47 milhão para US$ 30,8 milhões.

Os americanos importaram mais aeronaves (51%) e petróleo (34%), respectivamente de São José dos Campos e São Sebastião.

Em ambos os produtos, os Estados Unidos registraram aumento: 16% a mais em aviões e 62% em petróleo.

As maiores reduções dos EUA foram do petróleo comprado de Ilhabela, que passou de US$ 52,1 milhões em janeiro de 2019 para nenhuma importação no começo deste ano, segundo o Ministério.

Houve ainda retração de 62% na importação de alumínio, comprado de Pindamonhangaba pelos americanos: US$ 3,9 milhões para US$ 1,4 milhão.

De Taubaté, os EUA importaram 34% a menos de reatores, com US$ 1,04 milhão contra US$ 1,58 milhão.

Argentina cai da terceira para a oitava posição como maior importadora do Vale; Holanda sobe

Maior parceira comercial do Vale do Paraíba na América do Sul, a Argentina caiu do terceiro para o oitavo lugar entre as 10 nações que mais importam produtos da região.

Em janeiro deste ano, os argentinos compraram US$ 24,9 milhões, contra US$ 27 milhões no começo do ano passado, redução de 8%. Com isso, a Holanda tornou-se a terceira maior compradora do Vale, com crescimento de 38%: US$ 65,3 milhões contra US$ 47,1 milhões. A Índia veio em seguida, saindo de US$ 464 mil no começo de 2019 para US$ 52,8 milhões neste ano, quase todo ele gasto com petróleo, de Ilhabela. Depois aparecem Espanha (US$ 43 milhões), Kiribati (US$ 35 milhões) e França (US$ 32 milhões).

Exportação de soja do Brasil deve saltar neste mês; sem impacto de coronavírus

As exportações de soja do Brasil em fevereiro têm potencial para superar os embarques registrados em igual período do ano passado, à medida que a colheita ganha força após um mês de janeiro mais fraco em movimentações da oleaginosa nos portos brasileiros, indicaram dados de programação dos navios.

Os embarques planejados estão perto de 7 milhões de toneladas, segundo informações da agência marítima Cargonave divulgadas na última sexta-feira, com mais de 110 navios agendados, o que permitiria ao país superar as exportações de mais de 5 milhões de toneladas registradas em fevereiro de 2019, conforme dados revisados do governo.

O mês de janeiro– tradicionalmente mais fraco nas vendas externas do Brasil, por ser um período em que o país ainda está apenas no início da colheita– teve exportações de 1,49 milhão de toneladas de soja, contra 2,04 milhões no mesmo mês do ano anterior e 3,44 milhões em dezembro, informou a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta segunda-feira.

Analistas consultados pela Reuters ainda não veem efeito, por ora, da epidemia de coronavírus na China, principal compradora de soja do mundo, sobre os embarques do Brasil, maior exportador global da oleaginosa.

A maior parte dos embarques de soja programados para fevereiro tem a China como destino, como tradicionalmente acontece, mas especialistas ponderam também que tais exportações, em sua maioria, foram fechadas antes do surto da doença no país asiático.

“Sobre a China, é normal que seja o principal destino, já comprou lá atrás. Se eles vão cancelar por questões de coronavírus, não dá pra dizer, me parece que não. Não vemos grande prejuízo para a exportação neste começo de ano”, disse a analista Daniele Siqueira, da consultoria AgRural.

Para Luiz Fernando Roque, da Safras & Mercados, sabe-se que há alguns problemas em portos chineses, em função da doença, mas nada que possa impactar severamente o recebimento do produto. Ele disse ainda que o governo chinês está incentivando a retomada de unidades processadoras da oleaginosa em províncias afetadas pelo coronavírus.

“Ainda é muito cedo para falar que vai exportar menos por causa do coronavírus…. Existem exageros de todos os lados… O que pode acontecer é os desembarques atrasarem um pouco… Temos de acompanhar”, comentou.

Ele lembrou que, mesmo diante das notícias sobre o coronavírus, os registros de navios programados para exportação de soja não param de acontecer no Brasil, com o país dando início à temporada de exportações.

“Os lineups já indicam embarques maiores do que fevereiro do ano passado, é indicação de que a demanda está aquecida, chineses continuam comprando, até porque a demanda chinesa por soja chinesa é inelástica… as pessoas não param de comer, acho que explica uma manutenção da demanda chinesa, que é o que eu espero que vai acontecer”, disse Roque.

Ele ponderou que claramente a doença terá um impacto na economia chinesa, mas é muito cedo para falar sobre o efeito especificamente sobre a soja.

Procurado, o diretor-geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Sérgio Mendes, disse que por enquanto não é possível dizer como a coronavírus poderá influenciar as exportações. “É muito cedo e a safra está atrasada.”

ATRASO NA COLHEITA

Daniele, da AgRural, lembrou que a colheita de soja no Brasil está mais lenta do que o registrado no ano passado, especialmente no Paraná, um dos maiores produtores brasileiros, o que também gera alguma consequência sobre o ritmo de embarques.

Com isso, ela acredita em exportações “firmes”, mas avalia que as vendas podem não ser tão fortes quanto em fevereiro do ano passado.

“Não deve ser recorde. Colheita mais atrasada, grande parte do volume de colheita vai sair na segunda quinzena, pode ser que alguma coisa (dos embarques programados para fevereiro) fique para março”, disse a consultora, lembrando que a programação de navios de janeiro também mostrou mais soja do que os volumes efetivamente embarcados ao final do mês.

Segundo a AgRural, a colheita da safra 2019/20 de soja chegou a 9% da área cultivada no Brasil até a última quinta-feira, versus 19% de um ano atrás, mas em linha com a média de cinco anos, com os trabalhos sendo puxados por Mato Grosso, onde 28% da área já está colhida.

“Nos outros Estados, que tiveram atraso no plantio devido às precipitações irregulares de outubro e novembro, a colheita ainda é incipiente e só deve ganhar mais fôlego na segunda quinzena de fevereiro, quando grandes volumes de soja estarão prontos para as máquinas”, acrescentou a AgRural em relatório publicado nesta segunda-feira.

Fonte: Reuters