Existe Algum Produto Específico Para Importar ou Exportar?

Não existe um produto específico para importar ou exportar, qualquer tipo de produto pode ser comercializado. O que existe são preferências, como por exemplo na exportação encontra-se mais produtos brasileiros como o açaí,castanhas, peixes,chapas de granito e cosméticos.

Na importação empresas de todos os portes conseguem trazer qualquer tipo de produto, mas no caso das pequenas empresas é sugerível fazer uma simulação e comprar produtos de diversos fornecedores, colocando tudo na mesma carga e formando um volume viável para importar para o Brasil.

Talvez você fique ainda na dúvida de qual o melhor produto para importar ou exportar.

Está pensando em começar com importação, mas não sabe qual o melhor produto?

Um dos pontos principais para que o projeto de um negócio novo dê certo é a escolha do ramo. Uma dúvida que sempre surge na mente dos empreendedores quando vão começar a importar é: quais são os melhores tipos de produtos para importar e exportar? Se você também tem essa dúvida, abaixo listamos os principais tipos de produtos para importação e exportação.

Melhor produto para importar: Viabilidade

Primeiramente procure por um produto que tenha uma venda rápida e um giro alto. Ou seja, que são vendidos em quantidades altas rapidamente. Porém você tem que tomar cuidado, já que os produtos que vendem rápido exigem um capital de giro alto, além disso a concorrência pode ser maior.

O importante é sempre pensar no seu investimento, quanto você pode investir no início do seu projeto, pois o valor do investimento determina o tipo de produto que você poderá importar.

Então pense agora. Quanto você está disposto a investir nas suas importações?Se não sabe definir esse valor, pense em quanto você já compra desse produto a cada 3 meses, isso pode te ajudar, pois considerando que uma importação da China por exemplo, leva 3 meses, é recomendável importar uma quantidade para esse período.

Nesse momento você deve estar pensando – “Ah, mas depende de quanto eu vou ganhar, para determinar o quanto vou investir.”

Mas não é bem assim, para novos negócios, o valor do investimento define o tipo de produto. Pois quanto mais você investir, menor vai ser seu custo. Quanto mais você comprar, mais vai lucrar.
Seja sincero! Está pensando em quanto?

Para simplificar, vou te dar um exemplo: Se você quer montar uma loja de variedades, com 10 mil dólares, não tem muitas opções de produtos. Com 100 mil dólares terá muitas opções.

Agora vem a dica de ouro, para quem tem pouca grana, a sacada é pensar em um único produto, ou uma única linha de produtos, e que sejam produtos muito lucrativos. Daqueles de comprar por 10 e vender por 30 ou mais. Foque em produtos com margem de lucro alta.

Ainda tem dúvidas?Fique tranquilo(a), preencha o formulário e faça uma simulação com a nossa equipe sem compromisso, nosso time está pronto para lhe atender e esclarecer todas as suas dúvidas

A Importância de uma Trade

Afinal, por que contratar um empresa especializada agiliza a operação?

É de extrema importância que empresas de pequeno e médio porte contratem uma Trade para efetuarem as suas operações pois só ela tem a expertise e experiência com o mercado internacional.

Trading company em português Empresas de comércio,  é quem faz a intermediação entre as empresas que querem importar ou exportar e o mercado internacional.  

No Brasil, as vendas para o exterior por intermédio das trading company são classificadas como exportações indiretas e são equiparadas às exportações diretas no aspecto fiscal, ou seja, não são tributadas para fins de ICMS, Pis, Cofins e IPI.

Trading company em português Empresas de comércio,  é quem faz a intermediação entre as empresas que querem importar ou exportar

Elas apresentam vantagens, principalmente, para o pequeno e médio produtor que não dispõe de estrutura própria dedicada a operações de comércio exterior.

A constituição da empresa comercial exportadora comum é regida pela mesma legislação utilizada para a abertura de qualquer empresa comercial ou industrial, assumindo qualquer forma societária.

Quais as vantagens de importar através de uma trading company?

Muitos empresários enfrentam grandes problemas quando importam itens para revender no Brasil, principalmente quando não contam com a ajuda de uma trading company. Sem esses intermediários, as empresas correm o risco de passar por problemas sérios com as mercadorias trazidas e podem até sofrer grandes prejuízos.

Como funciona a maior parte da comercialização de produtos.

Normalmente, quando se negocia direto com os fabricantes eles têm uma linha específica de itens, não sendo capazes de oferecer aos seus clientes uma ampla diversidade de produtos. Para algumas áreas, como as de materiais de construção, informática, maquinário e gifts, isso pode gerar certos contratempos, visto que os empresários não conseguirão convergir os pedidos em somente um fornecedor. Dessa forma, será preciso lidar com diferentes alternativas de suprimento.

Além do mais, há o risco de entrar em contato com fornecedores falsos ou de baixa qualidade, já que muitos ainda não têm licença ou experiência nos serviços de desembaraço da carga no aeroporto ou porto — além de nunca terem trabalhado com exportação. É aí que uma trading company surge como uma maravilhosa solução!

As vantagens de importar com uma trading company

-Melhor auxílio durante todo o processo, visto que a empresa ajudará no que diz respeito às solicitações do cliente sobre a variedade dos produtos, controle de qualidade, desembaraço, exportação da carga, quantidade mínima, consolidação e outros;

-Melhor maneira de se comunicar, visto que a trading company conta com funcionários que dominam o idioma nativo, além de terem conhecimento sobre as características culturais que impactam muito em uma negociação;

-Oferecem uma maior variedade de itens, visto que têm uma maior rede de contato com os fornecedores;

-Capacidade de solicitar uma quantidade menor de itens, porque lidam ao mesmo tempo com diferentes clientes de um mesmo setor, conseguindo ter maior poder de barganha quando negociam diretamente com os fornecedores;

-Disponibilidade de serviços para inspeção da produção e pré-embarque, além de seguro internacional e contratação de frete. Tudo isso diminui as chances do cliente perder o principal foco do negócio, além de reduzir as buscas que estão fora da sua experiência ou conhecimento;

-Capacidade de preparar somente um embarque, aglomerando as mercadorias dos fornecedores distintos. Além de simplificar o processo de comércio exterior, isso também diminui os gastos com o desembaraço, fechamento de câmbio e outros custos alfandegários no Brasil.

-Depois de adquirir os produtos, todas as atividades que fazem parte dessa operação, além dos riscos do comércio internacional, são de responsabilidade das trading company. Elas promovem todo o processo de exportação por conta própria, sendo responsáveis também pelas dificuldades que podem aparecer no que diz respeito às diferenças de idioma, costumes, legislação, transporte, formas de pagamento, entre outros.

Agora que você já sabe a importância de contratar uma Trade Company para suas transações internacionais preencha o formulário e faça uma simulação com a nossa equipe sem compromisso, nosso time está pronto para lhe atender e esclarecer todas as suas dúvidas.

Quer Começar A Importar Ou Exportar Mas Não Sabe O Que É RADAR E Em Qual Modalidade A Sua Empresa Se Encaixa?

Para efetuar Importações ou Exportações é necessário ter o RADAR, neste artigo vamos explicar o que isso significa e qual modalidade é melhor para sua empresa.

Primeiramente vamos explicar o que significa a sigla RADAR.

Trata-se do Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros. É um sistema da Receita Federal que permite que as empresas seja de pequeno, médio ou grande porte possam importar e exportar.

Toda e qualquer operação aduaneira, de importação ou de exportação deve ser processada no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex) e para se ter acesso a este sistema, todos precisam ter o cadastro do RADAR.

Tipos de RADAR: Expresso; limitado e ilimitado

RADAR Expresso. Essa submodalidade foi criada recentemente para que as micro-empresas possam iniciar seus negócios internacionais. Com limite de US$ 50 mil para importação, movimentado em até seis meses e Ilimitado para exportação.

RADAR Limitado. Recomendado para empresas de pequeno a médio porte, nessa submodalidade é possível realizar operações de importação com cobertura cambial de até US$ 150 mil para o período de seis meses também. Para se habilitar nesta modalidade, a empresa precisa apresentar uma capacidade financeira acima de US$ 50 mil e igual ou inferior a US$ 150 mil.

RADAR Ilimitado. Como o próprio nome diz, não existe limites de importação para essa submodalidade, muito semelhante à modalidade Limitada, a cobertura cambial é para importações com valores acima de US$ 150 mil também para o período de 6 meses.

Conte com a Terra Brasilis para agenciar suas cargas!

Com alguns anos de experiência no mercado de comércio exterior,possuímos todas as certificações necessárias para realizar o transporte seguro e lícito das suas mercadorias. Seja qual for a sua demanda, conte com a nossa equipe para o desenvolvimento de soluções ágeis e competitivas de importação e exportação.

Preencha o formulário abaixo e receba em seu e-mail uma simulação personalizada, nosso time está pronto para lhe ajudar a conquistar o mercado internacional

Preencha o formulário abaixo e receba em seu e-mail uma simulação personalizada, nosso time está pronto para lhe ajudar a importar com segurança e praticidade.

Importação para pequenas empresas

Dá para fazer importações para pequenas empresas em quantidades menores ou só as indústrias gigantes podem conseguir isso?

Os gestores dos pequenos negócios deixam de importar por acreditarem que não é uma atividade para aqueles que são considerados menores, mas isso é um grande equívoco.

Pequenas e médias empresas podem comprar e vender internacionalmente, ainda que seja em menor escala (como uma caixa ou um pallet, por exemplo).

Para que isto ocorra basta uma mentalidade disposta a interagir com outros mercados e o acompanhamento de profissionais especialistas no tema para proporcionar maior segurança no desenvolvimento da operação de compra ou venda internacional.

Você também já deve ter se perguntado se realmente pequenas empresas conseguem importar e se compensa fazer isso.

Como dissemos no início deste artigo, e como afirma o CEO da Terra Brasilis, Brasil Fernando Campanhã, é possível sim, realizar pequenas importações com vantagem financeira da China, Argentina, Índia e outros países, de diversos fornecedores de cada país, juntar tudo em uma mesma carga e trazer para o Brasil, viabilizando todo o processo e os custos envolvidos.

O comércio exterior não é exclusivo para as grandes empresas. Um dos maiores mitos que existem é achar que para importar ou exportar o empresário precisa comprar ou vender no mínimo um container. É perfeitamente possível você importar ou exportar uma quantidade menor, seja uma caixa ou um pallet, por exemplo.

Claro que  quanto maior for a quantidade menor serão os custos de transporte, frete e outras despesas que envolvem o processo formal de importação ou exportação. Então, por este motivo muitos preferem grandes quantidades para o rateio ser mais favorável. Essa diferença normalmente é convertida em uma maior margem de lucro para a empresa ou um preço mais competitivo para os clientes.

Uma alternativa mais favorável para os pequenos negócios, é realizar as importações ou exportações trimestralmente  ao invés de vários processos pequenos e mensais. Dessa forma, com uma boa programação nos estoques e uma gestão inteligente é possível fazer suas operações reduzindo custos dentro da sua realidade.

Esta é apenas uma das opções, existem outras, como compras ou vendas coletivas (via cooperativa ou pequenos grupos). Neste caso, os concorrentes diretos (sim, concorrentes diretos se unem com o mesmo propósito: entrar em um mercado para comprar ou vender aquilo que sozinho não seria possível) e os concorrentes indiretos (produtos similares, mas não substitutos) que se apoiam para conseguir barganhar no preço no caso das importações, ou reduzir os custos de exportação no caso daqueles que são exportadores.

Estas são excelentes alternativas para o pequeno empresário conseguir fazer parte de um mercado global. Mas para isso é preciso que a mentalidade do gestor seja aberta e madura, para poder aceitar sair da visão comum e enxergar o mundo como possibilidade. Afinal, é preciso lembrar que uma empresa que atua internacionalmente seja comprando ou vendendo, é bem vista no mercado interno por proporcionar inovação, qualidade, competitividade, por estar diretamente ligada ao que acontece nos mercados internacionais. Se ela for importadora terá condições de buscar produtos com mais qualidade e preços mais competitivos para oferecer ao mercado interno. Se ela for uma exportadora diversificará o seu mercado, não sendo tão vulnerável às oscilações brasileiras, além de aprender com o seu cliente internacional podendo aplicar este conhecimento ao mercado interno também.

Portanto, comércio exterior é para todos. Basta querer e enfrentar os desafios. Trabalhar com profissionais com experiência e boa referência para evitar erros no processo, multas e perdas.

Você quer saber se sua empresa está pronta para começar a importar, mesmo em pequenos volumes? Clique aqui e envie uma mensagem agora mesmo, nosso time está pronto para lhe atender e tirar todas as suas dúvidas sobre como encontrar fornecedores, documentação, prazos, custos e logística.

Faça uma simulação gratuita

Quando exportar pode ser um bom negócio?

É muito provável que um dia você tenha se perguntado: Será que vale a pena exportar? Faturar em Dólar, Euro, Dinar, Franco, pode ser um bom negócio para minha empresa ou todo o trâmite que gera o processo de exportação faz não valer a pena?

Descubra agora se o comércio exterior é ou não um bom negócio para você começar a trabalhar.

Exportar gera aumento de vendas.

Vender seu produto fora do país não pode ser apenas um sonho. Ao iniciar esse tipo de transação, a empresa tem acesso a novos mercados e clientes. Crescimento da produtividade, aumento da competitividade, incentivos fiscais diferenciados e diversificação de mercados.

A exportação, afirma Brasil Fernando Campanhã, CEO da Terra Brasilis, deve estar na agenda do empreendedor e, principalmente, fazer parte do planejamento estratégico.

E no Brasil não faltam programas e entidades para incentivar e ajudar as empresas a exportar ou importar, para a China, Índia, USA, Europa e outros países. E é justamente isso que têm feito 67 negócios brasileiros começarem o ano de 2019 embarcando rumo ao Chile e à Argentina – sendo que 49 estão pela primeira vez fazendo negócios fora do país. Isso é um grande indício de que esse é um bom mercado a se explorar.

Fabricantes de cerveja, mel, açaí, paçocas, produtos naturais, polpas de fruta, cachaça, produtos químicos, balanças de precisão, pneumáticos, peças fundidas, cosméticos, são algumas das empresas que se preparam para começar o ano em crescimento internacional.

Mas para que o comércio exterior seja realmente benéfico à empresa — na forma de ganho de escala ou de aumento de faturamento, por exemplo —, é necessário planejar com antecedência e nada melhor do que escolher uma empresa com experiência e expertise no assunto, como é o caso da Terra Brasilis, para começar a se preparar para lhe auxiliar nesse processo.

Como encontrar compradores para sua produção

Trades como a Terra Brasilis participam de “bancos de negócios”, que reúnem o ecossistema de clientes, fornecedores, prestadores de serviços, órgãos públicos e profissionais da cadeia de valor da indústria e da economia, diminuindo as barreiras de negociação entre produtores e compradores em quase qualquer parte do mundo.

“Se sua empresa produz algo de valor, nós podemos encontrar quem queira comprar – o Brasil tem vantagens sobre outros países exportadores”

Para quem quer começar

-Verifique as contas da empresa. Faça um planejamento para ver se a exportação é uma realidade para seu negócio. É preciso verificar se você tem capital para investir em pessoas, melhorias de processos e gestão de vendas.

-Verifique se sua empresa tem capacidade ociosa ou dinheiro para investir no aumento da produção.

-Pense na imagem da sua empresa lá fora, colocando o site traduzido em inglês ou na língua do país que a empresa deseja exportar.

-Treine os canais de atendimento e vendas da empresa para atender e se relacionar com estrangeiros. Ou seja, você terá que contar com um time que domina outros idiomas.

-Contrate um profissional de comércio exterior para analisar as oportunidades de exportação.

-Prepare o material de apresentação da sua empresa também em outros idiomas. Inclusive o seu cartão de visitas. O ideal é contar com um tradutor para personalizar seu material, ao invés de usar tradutores da internet.

-Os produtos exportados têm isenção de alguns impostos, como IPI, ICMS, PIS/Cofins, entre outros. Consulte seu contador para calcular o preço do seu produto sem esses impostos.

-Simule o preço da exportação do seu produto. O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços tem um serviço eletrônico que pode te ajudar nessa missão. (www.simuladordepreco.mdic.gov.br)

-Aprenda sobre o International Commercal Termas  ou Termos Internacionais de Comércio, ou, Inconterm. Que são regras que servem para definir, dentro da estrutura de um contrato de compra e venda internacional, os direitos e obrigações recíprocos do exportador e do importador.

Você pode realizar todo esse processo contratando profissionais e estudando sobre o assunto, ou terceirizar tudo com uma Trade de comércio exterior, como a Terra Brasilis. Assim você continua focado na produção e a empresa parceira cuida de todo processo burocrático.

Quando você estiver pronto para exportar, o que fazer

-Encontrar um mercado potencial para o seu produto, como citamos no início deste artigo ou através da Apex, que pode lhe ajudar nessa missão com o mapa estratégico de mercados e oportunidades comerciais para exportação brasileira.

-Analisar se o país que é alvo para seu negócio não passou por crise econômica ou políticas que podem acabar gerando problemas no processo de exportação.

-Verificar se o Brasil não tem um acordo comercial com o país que vai comprar seu produto. Caso sim, o processo de exportação será ainda mais fácil.

Ou você pode entrar e começar fazendo uma simulação de exportação, gratuitamente, com nossos especialistas, preenchendo o formulário abaixo. Nossos consultores vão analisar a sua intenção e lhe darão todos os passos para que seu sonho de faturar em moeda estrangeira se torne realidade.

Novo governo brasileiro quer mais espaço no mercado Internacional

Planos da nova equipe econômica são de reduzir tributos, simplificar procedimentos e buscar novos acordos comerciais. para elevar o peso do comércio exterior, hoje de 25%, na economia brasileira

Desde 02 de janeiro de 2019, a nova equipe econômica do Brasil começou a pôr em andamento um plano considerado ambicioso: criar condições para as empresas brasileiras brigarem por mais espaço no mercado internacional e aumentar o peso do comércio exterior na economia brasileira. Hoje, ele responde por perto de 25% do Produto Interno Bruto (PIB). O plano se baseia no fato que nenhum país, na história recente, se tornou desenvolvido sem aumentar fortemente sua presença no mercado internacional.

A abertura do mercado brasileiro é “inequívoca”, segundo se comenta na equipe do novo ministro da Economia, Paulo Guedes. Mas ela virá coordenada com medidas que darão às empresas nacionais condições de competir de igual para igual com seus concorrentes externos. Por isso, a equipe econômica não tem como linha de ação a simples abertura da economia, mas uma maior inserção do Brasil na economia internacional. A ideia de reduzir as tarifas de importação de bens de capital, informática e telecomunicações de 14% para 4% num prazo de quatro anos, informada pelo Estado no último dia 29 de dezembro de 2018, faz parte de um desenho mais amplo. A intenção da atual equipe é reduzir as tarifas médias de importação do Brasil, muitas hoje maiores do que 10%, para os níveis internacionais, na faixa de 2,5% a 3%, até 2022. Hoje, as importações correspondem a cerca de 10% do PIB, um volume considerado muito baixo.

Como?

A promessa que Paulo Guedes já fez a representantes da indústria é que a abertura não ocorrerá de maneira abrupta, nem irresponsável. A ideia é que as empresas brasileiras serão expostas à concorrência com produtos importados ao mesmo tempo em que ganharão condições para “brigar de igual para igual” com seus concorrentes. Isso significa reduzir tributos, simplificar procedimentos, buscar novos acordos comerciais. Ou seja, avançar com uma agenda de competitividade discutida há décadas no Brasil, mas com pouca implementação prática.

As linhas estratégicas para a maior inserção do Brasil serão dadas pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), um colegiado do qual participam os ministros da Casa Civil, da Economia, das Relações Exteriores, Agricultura e Transportes. Avalia-se que, nos últimos anos, a Camex ficou muito concentrada em temas como a adoção de medidas de proteção comercial. A ideia é que essas medidas fiquem com o nível técnico e a Camex possa se ocupar da definição de grandes linhas para o comércio exterior.

Uma ferramenta importante na definição dessas linhas será a inteligência aplicada ao comércio exterior, a cargo do Ministério da Economia. Os dados indicam, por exemplo, que a China tem um comércio de US$ 80 bilhões com o Brasil e a Índia, um décimo disso. A inteligência investigará o que deve ser feito para ampliar o peso dos indianos.

A ideia é que a busca por novos mercados esteja alinhada entre o Ministério da Economia e o das Relações Exteriores. Conforme publicou o Estado em sua edição de ontem, especialistas veem potencial de conflito entre o pragmatismo da equipe de Guedes e uma abordagem mais ideológica da equipe do chanceler Ernesto Araújo. Integrantes da equipe do novo governo negam que haja essa dissonância. Eles explicam que haverá uma divisão de tarefas nos moldes da existente hoje.

Fonte: ESTADÃO
Escrito por 
Lu Aiko Otta para O Estado de S. Paulo